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Vanina Ickx com a Signature em Le Mans

por Vitor Ribeiro, 19 de Março de 2010 17 Comentários

IMAGEM: Anthony Megevand / Endurance-info.com

IMAGEM: Anthony Megevand / Endurance-info.com

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Depois da equipa suíça Matech ter anunciado a inscrição de uma tripla 100% feminina ao volante do Ford GT #61, a confirmação da presença de Vanina Ickx vem tornar a edição deste ano das 24 Horas de Le Mans como aquela que maior contingente feminino regista desde o já longínquo ano de 1978.

De facto, as quatro senhoras que deverão estar à partida este ano superam as três que participaram nas edições de 1980, 1991 e 2001 e igualam o número de participantes femininas em 1978. E se as jovens suíças Natacha Gachnang, Cyndie Allemann e Rahel Frey (de quem esperamos falar brevemente) farão a sua estreia absoluta na clássica francesa, Vanina cumprirá a sua sexta participação igualando a francesa Marie-Claude Beaumont no segundo lugar da lista de senhoras com mais presenças em Le Mans, apenas atrás da também francesa Annie-Charlotte Verney, que fez Le Mans por 10 vezes, entre 1974 e 1983.

Para a piloto belga, filha mais nova de 'Monsieur Le Mans' Jacky Ickx, esta será assim a 6ª presença na prova, na qual se estreou em 2001, não tendo conseguido melhor que o 11º lugar geral obtido em 2008, com o Pescarolo Judd #18 da Rollcentre, que partilhou com o português João Barbosa e o francês Stephane Gregoire.

Em declarações ao endurance-info.com, Vanina não escondeu a sua satisfação por poder participar uma vez mais na clássica francesa e  logo ao volante de uma carro tão competitivo, como é o Lola Aston Martin ex-fábrica que a Signature adquiriu para esta temporada: "Feliz? Mais do que isso! Nem sei o que dizer. Em termos de endurance era o que eu poderia esperar de melhor", afirmou a piloto belga. Vanina irá partilhar o volante com os pilotos titulares da equipa francesa, Franck Mailleux e Pierre Ragues, já nas 8 Horas de Le Castellet, prova de abertura da temporada 2010 do LMS, e nos 1000 Km de Spa, como forma de preparação para prova da 'dupla volta ao relógio'.

Na entrevista àquele site francês, Vanina não deixou igualmente de destacar o facto de, pela primeira vez, ter oportunidade de conhecer melhor a equipa antes de Le Mans: "O que me terá faltado anteriormente foi chegar a uma equipa sem conhecer os meus companheiros nem ter trabalhado com eles antes pelo menos numa corrida. Era cada um por si: não havia osmose. Este ano, recebi de facto um excelente acolhimento. Já havia corrido com o Franck o ano passado (no VLN), e é alguém que eu aprecio. O Pierre também é muito simpático. Quanto a Philippe Sinault, é alguém que faz as coisas com espírito de convivialidade mas de forma muito profissional, como se pode ver nos resultados que obteve na sua equipa de F3. São todos muito simpáticos e bem dispostos. Talvez tenha sido isso que me faltou no passado".

Apesar de ter estado presente durante os testes oficiais conjuntos do LMS, que decorreram no passado mês de Fevereiro em Paul Ricard, o primeiro contacto da piloto belga com o Lola Aston Martin estava previsto apenas para o final deste mês. Mesmo assim, Vanina, cujas anteriores experiências haviam sido realizadas com protótipos abertos, não se diz sentir "inquieta", pois "um carro é sempre um carro", apontando o conforto de pilotagem como sendo a sua maior dúvida, nomeadamente no que se refere à visibilidade — "não sou alta, e conduzo numa posição bastante avançada" — à climatização e ao possível embaciamento.

Fonte: endurance-info.com (em francês)