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WEC / 24 Horas de Le Mans

Triunfo Histórico: Audi conquista primeira vitória de um híbrido em Le Mans

por Press Release (edição: Hugo Ribeiro), 21 de Junho de 2012 Sem Comentários

Marcel Fässler, André Lotterer, Benoît Tréluyer e Leena Gade. © Audi Motorsport

Marcel Fässler, André Lotterer, Benoît Tréluyer e Leena Gade. © Audi Motorsport

A Audi AG conquistou mais um marco tecnológico no automobilismo ao vencer, pela primeira vez com um carro com motorização híbrida — o Audi R18 e-tron quattro — as famosas 24 Horas de Le Mans.

Cerca de 200 mil espectadores testemunharam um corrida fascinante recheada de drama e incidentes já típicos em Le Mans, assim como mais um demonstração de Vorsprung durch Technik [NdR.: Progresso pela Tecnologia, lema da Audi]. Os quatro Audi R18 da Audi Sport Team Joest foram os mais rápidos e os mais fiáveis após as 24 Horas de corrida, ocupando as 1ª, 2ª 3ª e 5ª posições.

Todos os quatro R18 tiveram hipóteses de obter aquela que representa o 11º sucesso da marca em Le Mans. Após 378 voltas, os vencedores de 2011, Marcel Fässler (CH), André Lotterer (D) e Benoît Tréluyer (F), ao volante do Audi R18 e-tron quattro #1, terminaram de novo na frente. Dindo Capello (I), Tom Kristensen (DK) e Allan McNish (GB) foram segundos classificados com o sistema quattro, um sistema que alia um eixo electrónico com um sistema convencional de propulsão e foi capaz de conseguir uma dobradinha. A Audi já se encontra a testar esta tecnologia, onde o eixo de transmissão é substituído por cabos eléctricos, para a sua utilização em veículos de produção.

© Audi Motorsport

Marco Bonanomi (I), rookie em Le Mans, Oliver Jarvis (GB) e Mike Rockenfeller (D) completaram a quarta classificação 1-2-3 para a Audi nas 24 Horas de Le Mans, após 2000, 2002 e 2010, no Audi R18 ultra com motor convencional, enquanto Romain Dumas (F), Loïc Duval (F) e Marc Gené (E) terminaram na 5ª posição ao volante do segundo Audi R18 ultra. Na traseira dos quatro Audi R18 encontra-se a última evolução do motor compacto V6 TDI, equipado com um mono-turbo VTG utilizado pela primeira vez em Le Mans em 2011. A nova transmissão ultra-leve com a estrutura em carbono — uma novidade em Le Mans — aguentou o teste de resistência que Le Mans representa cobrindo uma distância de 5.151km no total dos quatro carros sem um único problema. Tal como o sistema quattro, o design ultra-leve é uma competência chave da marca alemã.

Os dois Audi R18 e-tron quattro representam essas tecnologias de uma forma particularmente extrema — e foram os protagonistas da 80ª edição da clássica de resistência logo desde o início, tendo apenas visto um dos Toyota híbridos na posição de liderança durante algumas voltas no sábado à noite. Após a desistência dos seus rivais, os dois R18 e-tron quattro mantiveram um duelo entusiasmante pela vitória ao longo da noite e até ao fim da manhã de domingo, o que levou à mudança de líder por várias ocasiões com os dois híbridos diesel a ficarem geralmente separados por apenas alguns segundos.

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No entanto, um acidente de Allan McNish nas rápidas curvas Porsche, a menos de três horas do fim, provocou uma decisão prematura. A Audi Sport Team Joest conseguiu reparar os fortes danos na frente do R18 e-tron quattro num tempo recorde que permitiu ainda assegurar a 2ª posição ao #2, o qual, na fase inicial, havia perdido praticamente uma volta após um enorme pedaço de borracha ter ficado preso na suspensão traseira.

Allan McNish, Audi R18 e-tron quattro #2: “Estou de rastos! Peço desculpa à minha equipa: ao Dindo, ao Tom, aos engenheiros e aos mecânicos. Eles fizeram um trabalho perfeito ao longo da corrida. Apesar de alguns problemas, nós estávamos na luta pela vitória até ao meu acidente. Apanhei um GT mais lento nas curvas Porsche e estava à espera que o piloto se mantivesse do lado direito, mas ele assim não fez. Não faço ideia porquê. Fiz um pião e bati de frente nas protecções. Isso danificou a frente e a suspensão — e os arranjos necessários custaram-nos 2 voltas. Foi uma grande, grande desilusão.” 

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O carro vencedor, com o chassis #R18-208H, apelidado de "Electra", também não ficou isento de incidentes. Marcel Fässler foi de encontro às barreiras por duas vezes no sábado de manhã: a primeira vez após realizar um pião a alta velocidade e a segunda quando se desviou de um GT atravessado no meio da pista na curva de Mulsanne. Benoît Tréluyer, que se encontrava muito constipado por causa da chuva que caiu na sexta-feira durante a Parada dos Pilotos no centro de Le Mans, fez um pião na entrada para a linha de boxes.

André Lotterer, Audi R18 e-tron quattro #1: “O novo Audi R18 e-tron quattro é muito forte e deu-nos muito confiança.Foi fantástico termos vencido de novo! É uma sensação incrível. Foi uma corrida muito extenuante. Há um ano atrás, estávamos a lutar contra a Peugeot e este ano contra a Toyota no início da corrida. Infelizmente o nosso rival teve de abandonar, mas mantivemos também uma luta animada com o carro #2 da nossa equipa. A Audi Sport permitiu que déssemos tudo. Houve competição real, o que na nossa própria equipa é algo particularmente interessante. No último ano, estávamos a competir com a Peugeot sozinhos após dois grandes acidentes, e este ano a confiança entre toda a equipa cresceu ainda mais. Competir com a Audi continua a ser algo de muito especial.”

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O Audi R18 ultra #4, classificado no 3º lugar, perdeu uma volta logo no início da corrida para uma vistoria na suspensão traseira. No final da manhã de domingo, uma engrenagem ficou presa por duas vezes, situação resolvida pelo piloto desligando e ligando o motor, após a qual o R18 continuou a funcionar na perfeição, permitindo que Oliver Jarvis e Marco Bonanomi conquistassem o seu primeiro pódio em Le Mans na companhia de Mike Rockenfeller, que regressou ao pódio após o grave acidente de 2011.

Oliver Jarvis, Audi R18 ultra #4: “Incrível! Uma corrida com imensos altos e baixos. Houve fases da corrida em que não acreditei que fosse possível chegar ao pódio. Estávamos a rodar muito rápidos há algumas horas quando o carro subitamente parou em pista — foi ai que pensei "acabou-se". Mas a equipa não só trabalhou arduamente neste caso, como foi possível continuarmos. Quero agradecer à rapaziada — eles fizeram um trabalho tremendo e devemos o pódio a eles. Este é um sonho que se tornou realidade para mim.”

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Dois deslizes praticamente idênticos fizeram com que o Audi R18 ultra #3, com o qual Loïc Duval estabeleceu a volta mais rápida da corrida, perdesse as suas hipóteses de chegar à vitória. No sábado à noite, Romain Dumas, durante a dobragem a um GT na primeira chicane, despistou-se contra as barreiras após uma passagem pela parte suja da pista. O mesmo problema aconteceu a Marc Gené no final da manhã de domingo. Em ambas as situações, a Audi Sport Team Joest conseguiu reparar o R18 num curto período de tempo, não evitando, n entanto, um total de 12 voltas perdidas.

Romain Dumas, Audi R18 ultra #3: “Na verdade, tivemos uma boa corrida com o nosso Audi R18 ultra, mas infelizmente fomos atrasados por dois acidentes, e admito ter sido culpado por um deles. Este incidente custou-nos várias voltas, pelo que a subida ao pódio não foi possível. Mesmo assim, ninguém na equipa se deve sentir mal por isso — no geral, todos fizemos um bom trabalho, particularmente os nossos mecânicos, que tiveram de reparar o carro por duas vezes.”

“Esta foi uma corrida das que apenas se pode experimentar em Le Mans,” afirmou o Director da Audi Motorsport, Dr. Wolfgang Ullrich após todos os quatro Audi R18 terem cruzado a linha de meta. “Não devemos celebrar antecipadamente em Le Mans, o que foi uma vez mais óbvio durante o fim de tarde de sábado. Todo o mundo falava já num 1-2-3-4 para a Audi e, quase simultaneamente, dois dos nossos carros tiveram acidentes. O facto de a equipa ter repetidamente reparado os carros rapidamente após os deslizes, mostra perfeitamente que a Audi Sport Team Joest é confiável em Le Mans.”

“No geral, apenas posso tirar o chapéu a toda a equipa da Audi Sport que trabalhou arduamente este ano de forma a tornar este triunfo possível. Foi um enorme desafio desenvolver, num periodo de tempo tão curto, um carro híbrido rápido e capaz de se aguentar ao longo de 24 Horas. O facto é que, tal como em 2001 com o o motor TFSI e em 2006 com o TDI, conseguimos ser bem sucedidos  logo à primeira, o que prova a capacidade tecnológica e perícia que está disponível na Audi. Este é um grande dia para a Audi Sport, para a Audi e para o e-tron quattro.”

Com a 11ª vitória em Le Mans, a Audi cimentou a sua liderança no World Endurance Championship. Dindo Capello, Tom Kristensen e Allan McNish, com o 2º lugar alcançado, regressando ao comando do Mundial de Pilotos de Endurance.

Fonte: comunicado de imprensa da Audi Motorsport