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Campeonato Nacional de Velocidade

Torque Promotion excluída do Campeonato de Portugal de Sport Protótipos por manobras pouco claras

por Press Release, 20 de Fevereiro de 2014 Sem Comentários

© Torque Promotion

© Torque Promotion

Criada para colocar de pé o Campeonato de Portugal de Sport-Protótipos, perante o desinteresse por parte da Full Eventos — promotora do Campoenato de Portugal de Circuitos —  a Torque Promotion foi excluida da promoção do "novo" Campeonato Nacional de Velocidade, apesar de incialemnte ter sido dada como co-promotora, com responsabilidades no que toca aos sport-protótipos. Segue-se o Comunicado de Imprensa...

No dia 14 de Fevereiro, pelas 14:30, foi publicado no site da FPAK o Regulamento para o Campeonato Nacional de Velocidade, englobando o Campeonato de Portugal de Sport Protótipos.

Para surpresa e consternação de todos quantos sabem que tem sido a Torque, nas pessoas de Fernando Araújo e Paulo Araújo, a gerir este Campeonato, nutrindo-o de um começo embrionário em meados de 2012 à presente grelha, que se perfila como uma das mais completas na edição do CNV de 2014, o Regulamento em questão não faz qualquer menção da entidade que em 2013 promoveu o Campeonato, estabelecendo regulamentos e classes, criando um site dedicado, pagando cobertura televisiva, difundindo notícias, obtendo patrocinadores e lidando com inscrições, organizações e pilotos no dia a dia, tudo na sequência do aval para tal dado por escrito pelo falecido Luís Pinto de Freitas a 4 Julho 2012, que nos termos em que foi redigido, tem perante a Lei portuguesa valor contratual.

Fica assim provado que, mais que as várias reuniões realizadas nas instalações da FPAK e que a Torque sempre teve a preocupação de registar em acta, contaram jogos palacianos e jogadas de bastidores a serviço de sabe-se lá que interesses. Escassos dias antes da publicação do dito Regulamento, que agora consagra a empresa Talent Fusion S.A. como Promotores do Campeonato, omitindo de todo a Torque, (ao contrário do Regulamento de 2013, onde logo no Artº 1 se lia “A FPAK, em parceria com a Torque Promotion, organiza, etc.”) podia ser o Sr. Nuno Couceiro, um dos sócios da mesma, ouvido a declarar alto e bom som que não tinha quaisquer ambições na organização dos Sport-Protótipos, nem percebia nem queria perceber da categoria, e que sempre que interpelado, dizia a todos que essa classe era “gerida pelos Araújos” (sic). Tinha também o seu sócio Sr. Paulo Ferreira afirmado que a única solução por eles aceite seria o pagamento por parte da Torque duma percentagem pro rata do fee pago à Federação para promover os Campeonatos nacionais, ao que a Torque prontamente aquiesceu.

Aparentemente, estas afirmações negadas com tal ligeireza pouco depois, eram apenas o ponto mais visível (audível??) de toda uma série de manobras de bastidores e esquemas tendentes a remover, (com o consentimento ou pelo menos perante a inacção da FPAK) a gestão do Campeonato das mãos de quem efectivamente o criou e desenvolveu ao longo dos últimos dois anos.

É certo que, perante a baixeza de certas manobras e constantes volte-face e ditos por não ditos que permearam a relação com os Srs. Paulo Ferreira e Nuno Couceiro, já pouco era esperado de gente que demonstrou tão pouca integridade e respeito pela palavra dada, por vezes escassas horas antes. O que surpreende é que a Direcção da FPAK, que até aqui tínhamos como íntegra, tenha vindo a pactuar com estes jogos e em última análise a coroá-los de êxito, escolhendo a via mais fácil, aparentemente em nome de evitar problemas ou discussões. Até a posterior sugestão da Torque de converter a série em Troféu foi refutada pela FPAK com o argumento de que não pretendiam perder um Campeonato Nacional.

Perante este estado de coisas, e a promulgação de uma série de artigos no Regulamento contrários ao prometido pela Torque (aumento do valor das inscrições, extensão do Campeonato para 7 provas e inclusão de Rampas, possibilidade de correr sem inscrição, aumento do valor da Licença ao fazer o Campeonato integrar provas internacionais, introdução de potenciais “equilíbrios de prestações” tendentes a favorecer os GTs ao sabor de certos interesses!) acha a Torque por bem informar as equipas, pilotos e público em geral, deste estado de coisas, e de que só pode tomar a atitude de se demarcar destas démarches, denunciando-as e a forma pouco ou nada honesta como foram conduzidas até ao presente estado e consequentemente, desligando-se de qualquer responsabilidade no que configura um aumento considerável dos custos e portanto orçamentos para pilotos e equipas, em oposição diametral a todo o trabalho que tínhamos vindo a realizar, na certeza de termos estado a trabalhar a bem do automobilismo nacional.