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WEC / 6H S.Paulo

Toda a Informação sobre as 6H de S.Paulo: Antevisão, Inscritos, Programa e Transmissão

por Hugo Ribeiro, 28 de Agosto de 2013 Sem Comentários

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O WEC está de regresso após a longa paragem de verão. Após dois meses e meio de paragem, as 6 Horas de São Paulo, no circuito de Interlagos (Brasil), marcam o arranque de uma segunda metade compactada do Campeonato do Mundo de Resistência. Teremos mais Audi vs Toyota nos protótipos, e mais Porsche vs Ferrari vs Aston Martin nos GTs, numa prova que promete seis horas de perfume Le Mans. Pedro Lamy, na Aston Martin Racing (GTE Pro), e Rui Águas, na 8Star Motorsport (GTE Am), são os únicos representantes lusitanos.

Dois meses e meio depois o WEC está de volta, e tal como em 2012, a segunda metade da temporada arranca no Brasil com as 6 Horas de São Paulo. Metade... dada a paragem de verão, pois só o será efetivamente apenas a conclusão da etapa que terá lugar em Interlagos — e bem que o LMEM já revia o calendário pois a paragem é exagerada. Serão 28 os carros à partida, uma boa grelha apesar de tudo, pese embora os organizadores pretenderem manter os números acima de 30 ao longo do ano. Animação não faltará, sublinhe-se: são quatro campeonatos inseridos numa única prova, são quatro corridas a seguir em simultâneo, cada uma delas com os seus motivos de interesse. Claro que o 'povo' gosta mesmo é de ver quem é o primeiro a chegar, mas as provas de resistência são diferentes daquilo que os mass media nos vendem todos os dias. São provas de longa duração, diferentes carros, diferentes conceitos, diferentes classes — são o maior desafio do automobilismo de circuito!

Antevisão

© Audi Motorsport

© Audi Motorsport

LMP1: quatro 'almas' solitárias

A classe LMP1 está reduzida a apenas quatro carros! Após Le Mans, já era esperado que a Toyota reduzisse o seu esforço a apenas um carro, enquanto a respeito da Rebellion Racing tal fosse mesmo uma certeza e no que toca à Strakka Racing foi mesmo uma surpresa. Havia no entanto a esperança de que a Toyota não o fizesse, mas com os resultados longe de serem os pretendidos, foi inevitável a redução com a desculpa da preparação da temporada 2014. O 'poço' no campo nipónico tem fundo, ao contrário (aparentemente) da Audi, pelo que com a vinda da Porsche em 2014 a aumentar consideravelmente o nível de exigência da classe rainha, a opção foi mesmo concentrar os esforços já na temporada seguinte. Não é que o título, tanto de construtores como de pilotos, seja já impossível, mas caminha claramente para o campo do improvável.

Tal não quer no entanto dizer que a prova venha a ser desinteressante. No campo da Audi Sport Team Joest, ambos os alinhamentos de pilotos têm carta branca para discutir o título entre si, desde que tal não prejudique o resultado da equipa, o resultado global. Após Le Mans, a 'velha guarda' do Audi R18 #2 ganhou vantagem, e Mcnish, Kristensen lideram actualmente o campeonato com a preciosa ajuda de Duval que trouxe rapidez onde ela já estava um pouco em falta. A equipa Campeã Mundial, os 'jovens lobos' Lotterer, Fässler e Tréluyer, mantem-se por perto, mas sendo Le Mans a única prova a dobrar, o alinhamento do Audi #1 terá de contar com pelo menos com uma desistência dos seus colegas de equipa, pois ganhar todas as provas não será suficiente.

© Toyota Racing

© Toyota Racing

Com apenas um Toyota TS030 em pista, a Toyota Racing perde flexibilidade no jogo de equipa: um carro é igual a uma estratégia, e se esta falha não há grande margem de manobra. Em 2012, foi após Le Mans e também com as 6 Horas de São Paulo que a Toyota começou a vencer, mas mesmo que se acredite que os circuitos da segunda metade do WEC são mais favoráveis ao híbrido-gasolina, os indicadores não são favoráveis à marca nipónica que tem sido claramente batida em performance pelos híbridos-diesel alemães.

Entre os privados, resta apenas a Rebellion Racing que marca presença para São Paulo, assim como para o resto da temporada, em modo solitário no Troféu LMP1 Privados. Motivação? Boa pergunta... talvez tentar ficar o mais próximo das equipas de fábrica e tentar um resultado no pódio à geral, enquanto prossegue a preparação do seu próprio LMP1, em parceria com a Oreca, para 2014.

LMP2:

Sejamos honestos: em 2012 a classe LMP2 era bem mais interessante, mas tal não quer dizer que aquela que é a "2ª Divisão" do Campeonato Mundial não tenha motivos de interesse. O público em geral opta sempre por acompanhar os grandes nomes, as grandes marcas, a luta pela geral, mas a LMP2 está recheada de boas equipas e bons pilotos, cuja única diferença para a LMP1 está nos aspectos financeiros e não na qualidade humana por detrás do volante ou dentro da box. Ainda mais que os GTs, a LMP2 bem que necessita de uma mudança de paradigma nas transmissões TV, cujas objectivas estão invariavelmente apontadas para os Audi e os Toyota ao longo de grande parte das corrida, mesmo que não haja qualquer luta em pista entre estes . As equipas que se esforçam por cá andar bem que agradeciam, mas o desporto em si também ficaria a ganhar ao mostrar ao público menos conhecedor que, ao contrário de praticamente todas as provas de automobilismo de circuito, no WEC nem tudo se resume à luta pela vitória à geral!

A OAK Racing leva vantagem na classe, mas curta. Com três Morgan Nissan, as vantagens em termos estratégicos são evidentes, mas ao contrário da LMP1, onde o Título de Construtores é prioritário sobre o Título de Pilotos, aqui é mesmo o espaço para os pilotos se mostrarem e lutarem entre si em pista, mesmo estando no seio da mesma equipa. A Pecom Racing com o seu Oreca Nissan é quem surge melhor colocada para retirar a liderança à OAK já em São Paulo, surgindo as restantes equipa já com um atraso pontual considerável. Tal não quer no entanto dizer que, tal como na LMP1, a luta venha a ser a dois. Equipas como a Greaves Motorsport (Zytek Nissan), ADR Delta e G-Drive Racing (Oreca Nissan) têm os requisitos necessários para vencer e intrometer-se prova-a-prova na luta pelos melhores resultados.

© FIA WEC

© FIA WEC

GTE: Porsche vs Ferrari vs Aston Martin... Parte IV

Na classe rainha dos GTs, a GTE Pro, não há muito a dizer. Especificidades do BoP à parte, com este uma vez mais a ser ajustado por parte do ACO/FIA, como já aqui havíamos dado conta, outra coisa não será de esperar do que uma acesa luta entre as equipas de fábrica da Porsche (Porsche AG Team Manthey), Aston Martin (Aston Martin Racing) e aquela que não sendo factualmente uma equipa de fábrica da Ferrari, disfarça muito bem (AF Corse). A vitória em Le Mans deu vantagem à Porsche, mas as contas estão muito equilibradas e não há qualquer margem de erro.

Para São Paulo, há algumas alterações a registar: no seio da Porsche, Romain Dumas (#92) e Timo Bernhard (#91) não voltarão a sentar-se ao volante do 911 RSR. O programa LMP1 2014 da Porsche está agora já andar a todo o vapor com o início dos testes em pista, e ambos os pilotos estarão concentrados na evolução do protótipo até ao final da temporada. Quanto à Aston Martin, a sublinhar apenas uma nova alteração no alinhamento de pilotos do #99, com a estrela brasileira Bruno Senna a ter a companhia de Rob Bell em vez de Frédéric Makowiecki, o piloto francês que é neste momento o mais entusiasmante em pista na classe. No campo da Ferrari, não há alterações. Na GTE Pro, a aposta é claramente uma tripla!

Em os GTE Am, a aposta também é difícil! A classe é equilibrada e vive imenso do estado de alma dos gentlemen-drivers... O equilíbrio é também a nota dominante, e com excepção da Krohn Racing, todas as restante equipas podem ainda sonhar com o Troféu Mundial. Vantagem neste momento para a IMSA Performance (Porsche), fruto da vitória em Le Mans, mas tudo é ainda possível, com a Aston Martin Racing a mostrar ser a mais esclarecida em pista pese embora o fraco resultado nas 24 Horas.

Portugueses
Pedro Lamy e Rui Águas são os 'tugas' que ostentam as cores lusitanas no WEC. Pedro Lamy, ao volante do Aston Martin Vantage #98, é o que tem a tarefa mais difícil na tentativa de obter um bom resultado. Temo-lo afirmado em todas as antevisões, mas a realidade é incontornável: partilhar com um amador o volante numa classe onde este é o único, torna a tarefa do piloto português inglória — um pódio será o melhor que Lamy poderá almejar por muito que tente (e tenta) rumar contra a maré. Já Rui Águas está melhor posicionado, no seu caso, para brilhar na classe GTE Am, e a mudança para a 8Star Motorsports (Ferrari) veio finalmente projectar em resultados o que o piloto português sempre mostrou ser capaz de fazer ao volante. Mas, a concorrência é forte e tudo pode acontecer, desde a vitória ao último lugar da classe.

ESTATÍSTICAS

Recorde da Pista

Qualificação: Stéphane Sarrazin, Peugeot 908 HDi FAP, (Team Peugeot Total), 1:18.787 (LMS, 20o7)
Corrida: Marc Gené, Peugeot 908 HDi FAP, (Team Peugeot Total), 1:21.027 (LMS, 2007)

Resultados em 2012

Pole Position: Alexander Würz, Toyota TS030 (Toyota Racing), 1:22.363
Vencedor: Nicolas Lapierre / Alexander Würz, Toyota TS030 (Toyota Racing), 247 voltas em 6h01:08.356
VMR: Lucas di Grassi, Audi R18 ultra (Audi Sport Team Joest), 1:23.070s

Vencedores das 6 Horas de São Paulo

(LMS/WEC)
Formato 1000 Milhas
2007, LMS: Marc Gené / Nicolas Minassian, Peugeot 908 HDi FAP (Team Peugeot Total)
Formato 6 Horas
2012, WEC: Nicolas Lapierre / Alexander Würz, Toyota TS030 (Toyota Racing)

AS EQUIPAS, OS CARROS, OS PILOTOS

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Programa e transmissão

As soluções para acompanhar as as 6 Horas de São Paulo são variadas:

  • A Radio Le Mans, como é já uma tradição, irá transmitir via web radio todas as sessões, sem excepção, na íntegra.
  • Em termos de transmissão televisiva, a corrida poderá ser acompanhada, também na íntegra, no canal Motors TV. A Eurosport transmitirá apenas um resumo de 30m na próxima semana — depois do sempre sublime acompanhamento das 24 Horas de Le Mans, a Eurosport volta a dar pouca importância ou a ignorar por completo o Campeonato do Mundo de Resistência... vai valendo a Motors TV (com os excelentes comentários por parte da equipa Radio Le Mans, em inglês).
  • Uma alternativa para quem não tem acesso ao canal Motors TV passa por acompanhar via live streaming (ou web tv) no site oficial do WEC (com os comentários da Radio Le Mans também), onde poderão também consultar o live timing.

HORÁRIOS (PROGRAMA E TRANSMISSÃO)

Sexta-Feira, 3o de Agosto
Início Fim Evento Sessão web radio web tv tv
15:05 16:35 WEC Treino Livre 1 Radio Le Mans WEC/ACO
19:40 21:10 WEC Treino Livre 2 Radio Le Mans WEC/ACO
Sábado, 31 de Agosto
Início Fim Evento Sessão web radio web tv tv
14:20 15:20 WEC Treino Livre 3 Radio Le Mans WEC/ACO
18:35 19:00 WEC Qualificação GTE Pro & GTE Am Radio Le Mans WEC/ACO
19:10 19:35 WEC Qualificação LMP1 & LMP2 Radio Le Mans WEC/ACO
Domingo, 1 de Setembro
Início Fim Evento Sessão web radio web tv tv
16:00 22:00 WEC Corrida Radio Le Mans WEC/ACO Motors TV

Links Úteis

Radio Le Mans live streaming (Web Radio) em www.radiolemans.com
WEC live timing e live streaming (Web TV) em live.fiawec.com
ACO live timing e live streaming (Web TV) em www.lemans-tv.com
Spotter Guide em www.spotterguides.com

Horários TV (Directos)

Motors TV
15h50 → 22h35