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Strakka Racing: Os altos e baixos do automobilismo
No espaço de apenas um mês, todos os membros da equipa Strakka Racing experimentaram todo o espectro possível de emoções, desde a vitória na classe P2 em Le Mans à desistência nos 1000 Km do Algarve, terceira ronda do Le Mans Series 2010, uma prova que a Strakka havia também dominado até que uma rara falha de transmissão deitou tudo a perder.
Pelas mãos de Danny Watts, Nick Leventis e Jonny Kane, o HPD ARX-01c #42 da Strakka Racing foi consistentemente o carros mais rápido no Algarve, durante as sessões de treinos livres, apenas batido numa delas depois da equipa ter preferido concentrar-se na corrida. Com uma qualificação muitíssimo bem controlada, Danny Watts assegurou a terceira pole position da temporada e manteve o registo de imbatibilidade nesse aspecto.
"Fiquei encantado com a conquista da 'pole'," afirmou Piers Phillips, Team Manager da Strakka. "É um circuito muito duro, que e a temperatura e as condições ao longo do fim-de-semana tornaram ainda mais exigente. Os nossos opositores melhoraram muito desde as duas primeira provas, mas graças ao Danny asseguramos a quarta 'pole' da temporada. Chegamos aqui com um 'set-up' algo agressivo, que não era o mais adequado em termos de velocidade mas que sabíamos nos beneficiaria na corrida, que era o que interessava. Mas mesmo não estando o carro perfeito para qualificação, o Danny foi buscar todo o seu talento e fez mais uma espantosa performance. Foi uma volta fantástica, como sempre."
Numa alteração táctica, coube a Danny Watts fazer o primeiro turno da corrida, com o intenso calor, o vento e as características próprias do circuitos a constituírem difíceis desafios para os pilotos. Tomando a dianteira da classe P2 desde a largada, Danny foi conquistando uma vantagem que, na altura da sua primeira paragem, com uma hora exacta de corrida cumprida, se cifrava em cerca de 20 segundos, para na segunda parte do seu turno duplo essa vantagem se alargar significativamente graças aos problemas sentidos pelo Ginetta-Zytek da Quifel ASM, até aí segundo classificado.
Quando Nick Leventis tomou o volante, à entrada para a terceira hora de corrida, o HPD da Strakka tinha já uma volta de avanço. Mas quinze minutos depois de ter iniciado a segunda parte do seu turno, Nick viu-se obrigado a encostar, junto à curva 5, com uma falha no sistema de controlo da transmissão, revelando-se incapaz, apesar de todos os esforços, de trazer o carro até à box.
"Tudo nos estava correr na perfeição," admitiu um desolado Piers Phillips. "Chegamos aqui sabendo que não seríamos super-rápidos mas tínhamos um grande carro, graças em grande medida ao excelente trabalho que o Jonny fez na optimização do 'set-up' durante os treinos livres. As suas informações foram cruciais. A disputa pela 'pole' foi bem mais intensa em comparação com a vantagem que tivemos anteriormente, e sabíamos que iríamos ter dificuldades com os pneus, mas tudo estava a correr bem. Tínhamos andamento, o Danny fez um primeiro turno fantástico e o Nick estava a andar bem, consistentemente mais rápido que quaisquer um dos outros pilotos do seu nível. E como seria o Jonny iria fazer os dois últimos turnos, era certo que chegaríamos ao fim da prova 'sãos e salvos', mas nunca se pode prever tudo o que possa correr mal. Foi uma falha mecânica muito rara e imprevisível."
"Mesmo assim, há muitos pontos positivos a retirar deste fim-de-semana," acrescentou ainda. "Estes são os altos e baixos das corridas de automóveis, e parece-me que foi melhor que isto tivesse acontecido aqui, na espécie de 'montanha-russa' que é esta pista. Agora há que olhar em frente e prepararmo-nos para a Hungria. Temos um conjunto de novos componentes a postos, incluindo alguns desenvolvimentos aerodinâmicos, e ainda tudo é possível. A RML tem 20 pontos de avanço, mas se eles tiverem problemas e nós conseguirmos dois bons resultados, a situação pode-se inverter."
Fonte: comunicado de imprensa da Strakka Racing




