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Patrick Peter: LMS pode transformar-se num Campeonato Mundial em 5 anos
por Hugo Ribeiro, 24 de Abril de 2009 2 Comentários
A conferência de imprensa relativa aos 1000km de Spa-Francorchamps teve um momento que de certa forma deixou muita gente boquiaberta. Patrick Peter, Director-Geral do Le Mans Series, de forma muito clara, afirmou que "é nossa intenção tornar-nos no segundo maior Campeonato Mundial num prazo de 5 anos".
A conferência de imprensa relativa aos 1000km de Spa-Francorchamps teve um momento que, de certa forma, deixou muita gente boquiaberta. Patrick Peter, Director-Geral do Le Mans Series, de forma muito clara, afirmou que "é nossa intenção tornar-mo-nos no segundo maior Campeonato Mundial num prazo de 5 anos".
Dada a situação económica mundial, é surpreende a ambição demonstrada por Patrick Peter, que explica: "Estamos totalmente convencidos de que o LMS poderá evoluir para um Campeonato Mundial de facto e, num determinado período de tempo, tornar-se mesmo no segundo maior Campeonato Mundial. Estamos a fazer tudo ao nosso alcance para suportar o actual crescimento e, como poderão concluir, fomos a única competição em circuito, de certo nível, a atrair novos construtores durante este período difícil."
A esta ambição não é alheia a criação da Formula Le Mans, que se inicia precisamente durante os 1000km de Spa-Francorchamps, como confirmou Patrick Peter. "A LMP1 e LMP2 no Le Mans Series requerem uma base sólida. Existem numerosas competições nacionais e internacionais que providenciam um fluxo perfeito (ndr: de equipas e pilotos), mas a respeito dos protótipos isso é menos evidente, daí a Formula Le Mans".
Mas, apesar da evidente ambição, poucos foram os pormenores acerca de como concretizar um projecto para um Campeonato Mundial, e espera-se que um afirmação deste nível não passe de uma declaração de intenções. Com três competições 'regionais' - Europa (LMS), Estados Unidos (ALMS) e este ano também na Ásia (AsianLMS) - falta saber como as conjugar num Campeonato Mundial ou se a intenção é apostar na 'mundialização' do Le Mans Series.
Notícia Dailysportscar.com
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e porque nâo?mas sò com protòtipos e com regras que tornem a competiçâo acessivel às pequenas equipas pois um mundial requer maior esforço financeiro
A verdade é que um mundial pode até nem requerer um maior esforço financeiro…
Repara:
Se o Mundial (aposto mais numa World Series pois a chancela “Mundial” só pode ser atribuída pela FIA e duvido que esta a dê sem algo em troca, e já sabemos o que a FIA faz a quem dá mostras de ameaçar a suam menina d’ouro) tiver com base as 5 actuais provas do LMS, onde se centra a larga maioria maioria das equipas de endurance a nível Mundial, se incluir as duas principais provas do ALMS, Sebring e Peitit Le Mans, as quais já têm a procura de pelo menos as principais equipas da LMP1 europeia e a isto se juntarem uma ou mesmo duas provas da Asia, e os organizadores do asina Le Mans Series estão a costear transporte e alojamento para 20 equipas, e a lista está a ficar bem composta, os gastos poderão até nem ser assim tão grandes.
Não esquecer, que no endurance, ao contrário da F1, as equipas nunca forma obrigadas a competir em todas as provas. É calro que isto implica que quem tenha dinheiro para estar na Europa, América e Asia sem excepção, vai ter mais probabilidades de poder lutar pelo título. Será justo? Talvez não… e aí acho que o ‘Mundial’ deveria restringir-se à classe LMP1. Para a LMP2, um título continental como Campeão Europeu.
Em relação aos GT’s, com um Mundial FIA já para o ano, será necessário mais outro? Porque não juntarem LMS e FIA-GT em provas seleccionadas que valeria o título mundial, e dar espaço para outras provas só GT ou só LMP com cariz de Campeonato Continental. É uma ideia…
Mas, só acredito num Mundial com sponsores, que à imagem da F1, paguem o transporte de todo o material de um para outro continente, e financiem as equipas através de proveitos comerciais (publicidade ao campeonato e nos circuitos), e, não esquecer, uma boa cobertura televisiva que represente mais algum dinheiro através da venda dos direitos de transmissão.
Mas a declaração, parece-me, serve apenas para as pessoas ligadas ao endurance pararem para pensar um pouco. Uma espécie de “atirar para o tecto a ver se cola”….
Até agora não há reacções, pelo menos públicas, pelo que teremos de ver o que os responsáveis pelas equipas poderão entretanto dizer.