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NGT explica confusão após a prova de Portimão e a sua não participação em Braga

por Press Release, 10 de Setembro de 2013 Sem Comentários

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Na sequência dos factos ocorridos na corrida do CPC, disputada no passado fim-de-semana no circuito de Portimão, vimos clarificar a nossa posição após a prova. Aproveitamos para clarificar o porque do nosso protesto, objectivamente e sem meias verdades. Queremos apenas clarificar as regras e factos que aconteceram durante o fim-de-semana. São estas regras e factos concretos, que fizeram o colégio de comissários aceitar o nosso protesto no ultimo domingo. Por fim, aproveitamos para explicar a nossa ausência na ultima prova do campeonato.

Assim pedimos a vossa atenção para os seguintes pontos:

1- No dia da corrida fomos surpreendidos com o facto de o concorrente nº6 se apresentar em pista com uma viatura da categoria GT4. O mesmo concorrente encontrava-se inscrito na categoria GT Cup.

2- O regulamento técnico da classe GT Cup é claro relativamente ás viaturas que nela podem participar, apenas e só as seguintes:

a) Ferrari 458 Challenge

b) Lamborghini Supertrofeo

c) Porsche 997 GT3 Cup my 2006/07/08/09/10

d) Ferrari 430 Challenge

e) Maserati Trofeo

O mesmo regulamento está estudado para que a performance dos mesmos esteja nivelada. Assim, cada novo veiculo proposto pela FPAK, deverá ser estudado em consideração com a sua performance.

No caso de o mesmo ser aceite, o regulamento deverá sofrer um aditamento, permitindo alinhar um novo carro e segundo quais especificações o mesmo pode correr: Peso, altura ao solo, Asas, etc.

Estes mesmo procedimento foi já utilizado em 2012, quando um concorrente tentou quis inscrever o seu 911 996 RSR, na categoria GT Cup. Só depois da federação ter estudado a viatura, aditou o regulamento da categoria no seu website, incluindo o modelo citado e criando as restrições ao modelo. Só assim um novo modelo fica habilitado a participar na categoria GT Cup.

3- No inicio do fim-de-semana, entendemos que não deveríamos apresentar nenhuma reclamação oficial pois o artigo nº 174 do CDI refere :

“a) As reclamações contra inscrições de Concorrentes ou Condutores,” (logo não de veículos) “e contra a distância anunciada para um percurso, devem ser apresentadas o mais tardar duas horas depois do

encerramento das verificações técnicas das viaturas (...)”

“d)As reclamações contra um erro ou irregularidade cometida no decurso de uma competição, contra a não conformidade dos veículos com os regulamentos que os regem, e contra a classificação estabelecida no final da competição, devem ser apresentadas, salvo impossibilidade material admitida pelos Comissários Desportivos da Manifestação, o mais tardar nos 30 minutos após a afixação da classificação da competição.(...)”

Julgamos ser claro que as alíneas deste mesmo artigo são claras relativamente ao timing para a apresentação de uma reclamação contra aspectos de natureza técnica e não relativa a concorrente ou pilotos.

4- Foi igualmente decidido que (a bem da imagem do campeonato e por uma questão de principio) se no final da prova a verdade desportiva relativa á categoria em que nos inserimos e ao respectivo campeonato não fossem afectados não tomaríamos qualquer acção.

5- Convém salientar que na primeira prova do campeonato a nossa vitória (e respectiva deslocação a Aragon) apenas foi premiada com 15 pontos (e não 25) uma vez que apenas 2 carros iniciaram a prova.

6- É inegável que – de facto – apenas 2 carros dos 6 que iniciaram esta prova estavam inseridos no regulamento GT Cup.

7- Mesmo que tenha existido alguma comunicação entre o concorrente nº6 e a FPAK na qual a entidade federativa autorizasse a participação de um Aston Martin em configuração “Challenge” ou “Cup Asia” a mesma teria sempre que ser transposta para os regulamentos da GT Cup.

8- Em todo o caso é facilmente verificável que a viatura em questão nem sequer está conforme os regulamentos da “Challenge” ou “Cup Asia”, incluindo diferenças nas asas, travões e nos para choques traseiros entre outras, sendo uma grave falha com a verdade argumentar o contrário.

9- Relembramos que o art.9.2 das PEC é claro quanto a questões deste âmbito:

“Toda a omissão ou falsa declaração no que respeita às características da viatura inscrita implicará a exclusão imediata do Concorrente ou Equipa, sem prejuízo de sanções mais graves que lhe venham a ser aplicadas pela FPAK.”

10- No final da prova e em face dos resultados e dos motivos acima expostos decidimos apresentar uma reclamação.

11- Gostaríamos de salientar que não negamos o facto de ter sido batidos em pista por outros os concorrentes e que a Classificação Geral da prova é por nós aceite mas que – para reflectir a verdade desportiva – deverá enquadrar os carros classificados nas respectivas categorias, mais ainda quando se dá uma situação equiparável ao ponto 5.

12- Após o CCD ter apreciado a nossa reclamação e nos ter dado razão, entendeu o concorrente nº6 apelar da decisão do CCD.

13- Respeitamos esta atitude, prevista nos regulamentos. Desejamos que haja reprocidade no respeito, quanto mais não seja pelas inúmeras vitórias alcançadas pelos pilotos e equipa ao longo das suas carreiras e também pela amizade entre os elementos das duas equipas e respectivas estruturas técnicas.

14- Decorrerá a 14 e 15 de Setembro a ultima prova do CPC, na qual o Ferrari da equipa nº5 não marcará presença pelas seguintes razões:

Colocados perante o dilema de participar numa corrida em que lhes bastaria terminar classificados para garantir a vitória no campeonato, a equipa decidiu que por uma questão de principio, não deverá marcar presença na prova aguardando serenamente a decisão do TAN relativamente a todo este processo e confiando que a justiça desportiva irá prevalecer.

15- Finalmente gostaríamos de deixar uma palavra para os vencedores da categoria GT Cup na corrida do Algarve, a equipa Gonçalo Manahu/Manuel Castro enviando-lhes as nossas felicitações.

 

6 de Setembro de 2013

Miguel Ferreira

Francisco Carvalho

Diogo Ferrão

Miguel Pinto Coelho (Oasis Motorsport)