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8 de Fevereiro de 2010

Kai Kruse empenhado no LMS apesar de ter ficado fora de Le Mans

IMAGEM: KSM

Pese embora o ACO não ter convidado a sua Kruse-Schiller Motorsport para as 24 horas de Le Mans, Kai Kruse não pensa ficar de fora do Le Mans Series e, em entrevista ao site francês endurance-info.com, garante a sua continuidade nas series europeias nos próximos anos.

"Não, nós estaremos lá (NdR.: no LMS). Nós não ficaremos por aqui. Terminar o nosso programa para 2010 seria estúpido. Na verdade, o conjunto Lola-Judd estará completo brevemente, mesmo que, obviamente, a situação se torne um pouco mais complicada, pois os nossos parceiros e pilotos estavam sobretudo interessados em Le Mans."

Kruse apresenta para este ano novos argumentos, tendo optado por deixar de parte o muito problemático motor da Mazda, caminho também seguido pela RML e pela OAK Racing —  "...não havia a necessária  confiança em termos de fiabilidade. Penso que a RML e a OAK chegaram à mesma conclusão" — mas estes não foram suficientes para aquela que seria a 6ª presença consecutiva em Le Mans, em 6 anos de dedicação ao endurance.

Não se pode falar de ressentimento em relação à decisão do ACO, mas os comentários de Kruse deixam nas entrelinhas o seu pensamento relativamente às escolhas feitas: "Quando vi que a LMP2 ficaria reduzida a 9 convites vi logo que ficaríamos de fora. Se por um lado devo dizer que a maioria dos seleccionados merecem-no ser, por outro lado tenho a sensação que a LMP2 é sempre quem sofre quando é preciso reduzir entradas, e tenho grande dificuldade em perceber porquê a JLOC foi escolhida. Existem 8 GT1, mas apenas 2 surgem na lista de inscritos do LMS... e com os 17 GT2, perfazem 25 entradas nas classes GT, o que é um numero relativamente alto."

Quanto a pilotos, Jean de Pour­ta­les é certo, mesmo sem Le Mans, mas no que toca a Hideki Noda já não é tão certo, estando a equipa em conversações com outros pilotos, embora Kruse esteja confiante que Noda continuará ligado à equipa. Assunto de conversa foi também o futuro da KSM, com Kruse a confirmar que, apesar do seu actual LMP2 passar a ser, em 2011, um LMP1, a KSM manter-se-á na classe P2 — "somos uma equipa pequena e assim continuaremos a ser" — estando a ser estudada uma nova motorização, com a escolha a recair sobre um motor de competição e não de produção.

Fonte: Endurance-info.com (em francês)

3 comentários até ao momento...
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  1. Kai Kruse pôs o dedo na ferida…

    Pôs mas pouco…

    É difícil perceber o que o ACO pretende da LMS. É que tirando os convites automáticos ignora as equipas com projectos para as Series, para atribuir os lugares a equipas com participações esporádicas.

    É certo que os construtores dão outra importância à prova, mas conceder uma terceira entrada a estes, que não farão o LMS nem o ALMS na íntegra e deixarem de fora equipas que estão interessadas em fazer todo o campeonato é algo que está errado. E errado está também o peso relativo dos GT e LMP, com uma proporção 25-20, quando Kruse lembra e bem que tem havido muito pouco interesse nestas classes, nomeadamente na GT1, que lembre-se em algumas provas da ALMS não teve sequer nenhum inscrito e no LMS o número de inscritos oscilou entre 2 e 4 carros, com apenas um a fazer todo o campeonato, resultando em 8 vagas nesta classe e penso que tanto no ALMS como em Le Mans venceram a Chevrolet oficial que não fez uso dos convites. Já na GT2 é mais complicado pois percebe-se o convite às equipas oficiais da Chevrolet e BMW e Jaguar, enquanto a abundância de Porsche e Ferrari se percebe pelos convites em virtude dos resultados de 2009.

    • Não há muito a acrescentar sobre a GT2, parece-me que os convites são bem atribuídos e o plantel é de grande qualidade, já no que toca à GT1, percebo que o ACO tenha tentado atrair as marcas agora envolvidas no Mundial GT1, mas eles não estão interessados. Tirando a Ford, mas ninguém se interessou e até a Vitaphone, que sempre quis estar presente com o MC12 e este ano finalmente o podia fazer, ficou de fora.

      Com um Mundial em jogo, a classe GT1 morreu para Le Mans. Mesmo que Le MAns seja mais importante que qualquer Mundial de GT1, as equipas irão agora orientar os seus projectos para esse campeonato e Le Mans, se insistir nesta classe, vai obviamente ficar com os restos… e assim foi, praticamente.

      55 vagas é curto para tanto pedido, mas as equipas que optam por fazer toda a temporada do LMS ou do ALMS devem ter prioridade sobre todo os restantes. Espero, ainda não consegui confirmar se assim será, que o titulo Mundial de GT1, como o anterior da FIA-GT, deixe de valer uma entrada directa para Le Mans. Os únicos campeonatos a fornecer equipas para Le Mans deveriam ser apenas o LMS, ALMS e agora o Asian LMS ou o futuro World Le Mans Series.

      Abra-se apenas excepções para grandes construtores que queiram vir para a LMP1… prioridade a quem cá está, que são já de si muitos e com grande qualidade, e não tratar a LMP2 (que com o mundial à porta será a grande classe do LMS e ALMS caso este vingue) como o parente pobre de Le Mans.

      • Estamos em plena sintonia de opiniões Hugo.

        A questão do Mundial de GT1 veio agravar um pouco a decadência da categoria. É que com o Mundial não será mais um campeonato de Endurance, com jornadas duplas de corridas de 60 minutos à imagem do Open Gt ou dos campeonatos nacionais, sendo claramente orientado para as transmissões televisivas.

        Por isso resultará menos interessante desenvolver os novos carros para uma configuração de 24 horas em contraponto com a configuração “sprint” do campeonato mundial.

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