
João Barbosa em Daytona, em 2009. IMAGEM: © Julie Sueur/Endurance-Info
Aparentemente 'esquecido' no seu próprio país, cuja comunicação social especializada o relega, geralmente, para as notas de rodapé, João Barbosa soube conquistar fora de portas o respeito e a admiração de muita gente, a ponto de se ter tornado um dos raros pilotos portugueses que não tem necessidade de 'comprar' o lugar em lado nenhum.
Mais um prova desse respeito acaba de ser publicada no site francês endurance-info, a propósito ainda das 24 Horas de Daytona 2009, num artigo assinado por Claude Foubert e significativamente intitulado "Mais uma brilhante corrida de João Barbosa".
Os testemunhos de Dan Davis, proprietário da equipa Brumos - "João é o piloto com quem se pode sempre contar; que entra dentro da viatura e dá tudo o que tem para dar fazendo com que tudo pareça simples. João é o piloto dos pilotos e qualquer coisa de maravilhoso. De facto, eu até já o alcunhei de 'Superman'. Ele faz um trabalho tremendo e nós estamos muito orgulhosos de o ter entre nós" - Mike Evans, director da equipa - "Depois [do que ele fez] do ano passado, rendemo-nos a ele: João tornou-se o líder do #59. Pouco lhe importa a situação em que o coloquemos ou o que exijamos dele: ele dá sempre o seu máximo. Nunca mete uma roda que seja onde não deve e entrega-nos sempre a viatura como a recebeu. Eu só lamento ter de lhe pedir sempre o trabalho mais difícil, mas ele nunca se recusa, aliás, nem hesita." - e Hurley Haywood, companheiro de equipa e recordista de vitórias na mítica corrida - "[João fez] mais uma exibição espetacular" - falam por si e não deixam margem para dúvidas.
Ainda o ano passado, no site automobilsport.com, o próprio J.C. France - o outro colega de equipa de João Barbosa no #59 da Brumos e piloto reconhecida e assumidamente temperamental - não só reconhecia o efeito 'calmante' que tinha tido sobre si a chegada do João à equipa, como admitia ter-lhe passado a confiar por inteiro o set-up do Porsche-Riley.
Que bom seria que o João pudesse dispor este ano, no LMS ou pelo menos em Le Mans, de um carro mais competitivo que lhe permitisse lutar pela vitória à geral e inscrever o seu nome a letras douradas na história da disciplina. Bem o merece.
Nós por cá continuaremos a seguir o mais atentamente possível a sua carreira na endurance.
Confira o artigo original (em francês) no Endurance-Info
...e já agora, o artigo (em inglês) no automobilsport.com
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Eu apenas refiro isto: se o João Barbosa fosse um jogador de futebol a ser transferido para um clube de futebol, seria notícia de 1.ª página… tal situaçao é vergonhosa no meu entender!
Cumprimentos
Desde que o vi a estrear o Dallara da Rollcentre aqui no Estoril que fiquei rendido, desde essa altura que acho que ele merece um lugar numa verdadeira equipa de fábrica, Peugeot ou Audi…
É fantástico os resultados que tem conseguido com companheirtos de quipa que são geralmente gentleman drivers, e foi muito graças ele que o Riley Porsche se manteve na volta do lider e na luta pela vitória até poucos minutos do fim…
Até o Martin Short (dono da Rollcentre)já confessou ter mandado uma carta ao Dr Ulrich da Audi a falar de JB
Eu vi as últimas 4 horas de prova das 24 Horas de Daytona, convenci-me mesmo do que o João Barbosa ia chegar ao posto. Já agora, aposto que nem seria notícia na comunicação social portuguesa, se tal tivesse acontecido.
desculpem, queria dizer PRIMEIRO posto
bem que a nossa ASM podia contrata-lo.mas como sempre somos os primeiros a nâo confiarmos em no que è nacional
Nesse caso não acho que seja uma questão de confiança mas sim de oportunidade. Julgo que o João tem suficiente mercado lá fora e deve-lhe ser certamente bem mais vantajoso correr nos ‘States’. Eu refiro-me mais à comunicação social, que, em meu entender, não valoriza o suficiente o(s) seu(s) desempenho(s) – é a velha questão da ‘visibilidade’…
Essa do Short ter mandado uma cartoa ao Ulrich não conhecia, mas sempre que o Short fala do Barbosa trta-o como se fosse o melhor piloto do mundo,e a verdade é que as prestações do Barbosa são mesmo de encher olho. Bem… pelo menos a quem tem olhos porque este país está bem cheiinho de “ceguetas”.