GT / Protótipos | Portugueses

CEGT-GT Open / Barcelona

GT Open e CEGT despedem-se de 2013 em Barcelona com 9 Portugueses

por Andrew Remedios, 16 de Novembro de 2013 Sem Comentários

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

No passado fim-de-semana, os dois campeonatos da GT Sport — o International GT Open e o CEGT — juntaram-se mais uma vez no Circuit de Barcelona-Catalunya para encerrarem os seus campeonatos com uma grelha bem preenchida de 36 carros, proporcionando duas corridas bastante disputadas. Em pista estiveram presentes nove portugueses distribuídos por sete carros com Miguel Ramos, Álvaro Parente e César Campaniço a serem o mais bem sucedidos. Com tantos pilotos portugueses juntos numa única competição, o Le Mans Portugal também não deixou de marcar presenã no circuito espanhol.

Como habitualmente, houve duas corridas, uma de 70 e outro de 50 minutos. Mas enquanto a primeira corrida se disputou apenas com os incidentes do costume, a corrida mais curta foi influenciada por duas neutralizações de corrida nos primeiros 20 minutos da prova.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

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Miguel Ramos no Corvette da V8 Racing perde o título do CEGT no fim

Miguel Ramos chegava a Barcelona com vontade de conquistar o título do CEGT, assegurar o 2º lugar no GT Open e, ainda, dar o título por equipas à V8 Racing. Conduzindo o Corvette C6.R GT2 #4, o piloto de Gaia partiu de 2º lugar na Corrida 1 e manteve-se entre os quatro primeiros durante o seu turno, permitindo a que o seu companheiro de equipa, Nicky Pastorelli, lutasse na segunda parte da corrida pelo pódio. O holandês acabou por subir sete posições nas últimas 10 voltas, terminando em 2º lugar.

No entanto, um toque no carro do campeão do GT Open, Andrea Montermini, acabou por ser penalizador para o Corvette #4 depois da corrida, relegado para 14º. Na Corrida 2, Pastorelli partiu da pole e liderou até às paragens, mas uma paragem nas boxes mais lenta atirou Ramos para 24º, e embora este tenha lutado muito nas últimas 10 voltas, era difícil fazer melhor que 13º, o que não foi suficiente para conquistar o título no CEGT.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

Team Novadriver fica aquém dos teus objectivos no CEGT

A equipa de César Campaniço esteve presente com os seus dois Audi R8 LMS Ultra, sendo o piloto-patrão desta vez acompanhado no Audi #81 pelo brasileiro Rafael Hideo Suzuki. No Audi #80 estava a dupla habitual Manuel Gião / Lourenço Beirão da Veiga. Os melhores durante o fim-de-semana foram Campaniço e Suzuki, qualificando-se nos oito primeiros para as duas corridas, e registando um excelente 4º lugar absoluto na primeira corrida (depois da penalização de Miguel Ramos).

A segunda prova foi menos conseguido, muito por culpa das neutralizações e dos handicaps, tendo Campaniço César acabado por ficar em 3º na geral do CEGT. Já em relação a Gião e Beirão da Veiga, estes, partindo sempre no meio do pelotão, tiveram duas corridas inevitavelmente bastante frenéticas e difíceis. Se na primeira corrida conseguiram chegar a 15º, na prova de domingo o azar bateu-lhes literalmente à porta antes da primeira curva quando levaram um toque no meio da confusão do arranque que originou a primeira neutralização. O Audi #80 ficou bastante danificado e, com duas paragens nas boxes, acabaram em 27º e último no CEGT.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

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Carlos Vieira com fim-de-semana azarado no Porsche da Drivex

O piloto de Braga voltou a conduzir o Porsche 997 GT3 RSR #5 da Drivex School (a mesma equipa onde Miguel Pais do Amaral corria até deixar os GTs). Conquistou o 12º lugar na grelha para a primeira corrida e chegou a circular em 9º lugar até que foi obrigado a fazer uma paragem prematura nas boxes, à 5ª volta, tendo o colega de equipa Miguel Angel de Castro acabado mesmo por desistir a 10 voltas do fim. A segunda corrida ainda foi menos feliz, com o espanhol a ficar de fora logo na primeira curva vítima da confusão do arranque.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

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Álvaro Parente feliz no McLaren da Bhai Tech Racing

O piloto oficial da McLaren estreou-se no GT Open com o intuito de ajudar Giorgio Pantano na luta pelo título de pilotos da classe GTS, ao volante do McLaren MP4 12C #65 da equipa italiana Bhai Tech Racing. A primeira corrida foi marcada pela confusão na primeira volta, com o italiano a levar um toque que o fez cair do 11º ao 34º lugar. Ainda recuperou bastantes posições e o português continuou a progressão, subindo nove lugares nas últimas voltas para terminar em 11º. Para a Corrida 2, o piloto do Porto qualificou o McLaren em 7º e conseguiram não só subir ao pódio (3º na corrida) como levar o piloto italiano ao título de campeão da categoria GTS do GT Open. Missão cumprida para Álvaro Parente.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

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José Pedro Fontes e Miguel Barbosa muito atrás no Mercedes

A dupla habitual do CPGT marcou também presença em Barcelona. Se para Barbosa se tratava da estreia na competição, para Fontes esta era a sua segunda vez que competia no GT Open, já que participou em Spa também com o Mercedes SLS AMG GT3 da Vodafone BP/Ultimate Team. Sem pressão nem compromissos, nas duas qualificações colocaram o Mercedes #83 em 24º e 32º. Na Corrida 1, Fontes fez um excelente arranque e à segunda volta estava em 18º, tendo ainda chegado a subir até 17º. No entanto, Barbosa sentiu mais dificuldades e acabaram por terminar em 24º. Foi nessa mesma posição que terminaram também a segunda corrida.

© Andrew Remedios / Le Mans Portugal

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Filipe Albuquerque preparou Baku com a Belgian Audi Club Team WRT

O piloto oficial da Audi no DTM voltou a competir com o Audi R8 LMS Ultra da WRT, desta feita com o intuito de preparar a equipa para a prova de Baku do FIA GT Series. Com um colega de equipa menos competitivo, o Audi #88 partiu de penúltimo (35º) na primeira corrida pelas mãos do belga Yves Weerts. Sem nunca conseguir sair dos lugares do fundo, coube a Albuquerque gerir, terminando em 25º. Já na segunda corrida, e com Albuquerque a qualificar-se em 18º, esperava-se um pouco melhor, mas o piloto conimbricense não teve muitas hipóteses de correr devido às neutralizações, acabando por cruzarem a meta em 22º lugar.