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Grand-Am/Mid-Ohio: João Barbosa entre o céu e o inferno…
por Vitor Ribeiro, 20 de Junho de 2010 6 Comentários

Depois de mais um desempenho de grande nível, João Barbosa merecia um final de prova mais feliz. IMAGEM: Grand Am
Entre o céu e o inferno - é assim que se pode resumir a participação de João Barbosa e do Riley Porsche V8 #9 da Action Express Racing na EMCO Gears Classic, 7ª prova a contar para a temporada 2010 do Rolex Grand-Am Sportscar Series ontem disputada no Mid-Ohio Sports Car Course, uma prova onde o português chegou a ocupar a 3ª posição mas da qual acabou por sair com uma mão-cheia de nada após um toque de Max Angelelli.
Numa prova que fica marcada pelas seis neutralizações ocorridas apenas durante a sua primeira metade, com destaque para Nic Jonsson, responsável por duas no curto espaço de apenas meia-dúzia de voltas devido a outras tantas saídas de pista, a Action Express soube aproveitar da melhor forma possível as situações de bandeiras amarelas para se colocar a um curto passo do pódio.
Numa dessas situações, a terceira, à 24ª volta, Terry Borcheller, que havia feito a largada e o primeiro turno, dá o lugar ao piloto português, que cai assim para 15º mas logo enceta a recuperação 'divertindo-se' a bater sucessivamente a sua melhor volta no calor de uma interessante luta com Nelson Philippe, no Riley BMW #7 da Starworks, e Nic Jonsson, no Lola Ford #75 da Khron, a primeira de várias que o piloto português teria oportunidade de travar ao longo da prova segurando atrás de si carros habitualmente mais fortes que o seu.
Graças a nova entrada do safety-car, à 34ª volta, e à paragem nas boxes de alguns dos DP que o antecediam, Barbosa ascende ao 5º lugar, parando somente, e por sua vez, à 45ª volta, quando o safety-car faz nova entrada em pista. Quando a bandeira verde volta a ser mostrada, Barbosa é 10º segurando atrás de si Antonio Garcia, no Coyote Porsche V8 #90 da Spirit of Daytona, e Memo Gidley, no Dallara Ford #77 da Doran.
E é já depois de ter batido novamente a sua melhor volta, à 53ª volta da prova, que nova situação de bandeira amarelas irá permitir a Barbosa ascender, primeiro, ao 4º lugar, e logo depois, entre a 63ª e 65ª voltas, o último lugar do pódio, beneficiando da entrada nas boxes de Mark Donohue, no Riley Porsche Flat6 #59 da Brumos durante a última das neutralizações. Atrás de si, Scott Pruett, no Riley BMW #01 da Chip Ganassi, vinha já encetando a recuperação que o levaria à vitória na prova, depois de na primeira metade da prova Memo Rojas se ver envolvido no meio do pelotão por causa das diversas neutralizações.

Barbosa segura Angelelli e Wilkins numa das animadas lutas que travou ao longo da prova: IMAGEM: Grand Am
Sem argumentos para o carro que tem dominado a temporada, Barbosa pouco mais podia fazer que tentar segurar o 4º lugar, o que faria com a mestria habitual, batendo sucessivamente a volta mais rápida e segurando atrás de si, durante cerca de 20 voltas, Angelelli, no Dallara Ford #10 da SunTrust, Mark Wilkins, no Riley Ford #61 da AIM, Gidley e Garcia, todos separados por menos de 2 segundos! Enquanto isso, Pruett não tarda a chegar à liderança, que daí até ao final se limitará a gerir a seu bel-prazer com uma vantagem que chega a ser de 6 segundos para o 2º, Oswaldo Negri no Riley Ford #60 da Michael Shank.
Mas eis que, logo após ter realizado aquela que seria a melhor volta do #9 - a 95ª, com um tempo de 1:19.687 - João Barbosa se vê atirado para fora pista por Max Angelelli, que numa tentativa de ultrapassagem mais 'musculada' bate na traseira do Riley Porsche #9 e desfaz num ápice as esperanças de um bom resultado, quase certo, para a Action Express. Tendo conseguido evitar ficar preso na gravilha, que acaba por lançar em grande quantidade para a pista, Barbosa vê-se obrigado a uma passagem rápida pelas boxes, perdendo com isso cerca de 1 volta e caindo para a 10ª posição. Depois de ter estado às portas do céu, Barbosa via assim consumada, em menos de nada, uma descida aos infernos - e já tão próximo do fim...
Ironia do destino - ou, quiçá, Deus escrevendo direito por linhas tortas... - Angelelli, na volta seguinte e ao passar pelo mesmo local, 'cai ' na autêntica ratoeira que constitui a gravilha que se havia espalhado na pista, não evitando um pião que lhe custará a posição ganha a Barbosa e consequente queda para a 9ª posição onde termina a prova, à frente do piloto do Porto.
Nos lugares da frente, e surpreendentemente depois de ter rodado durante praticamente toda a segunda metade da prova em terceiro lugar, Michael Valiante, no Dallara Ford #6 da Michael Shank, perde um pódio quase certo, a apenas duas voltas do final, para Wilkins, que acaba por ser o maior beneficiado com os problemas de Barbosa e Angelelli.
Com estes resultados a dupla Memo Rojas/Scott Pruett reforçou a liderança, com 225 pontos e 32 de vantagem para a dupla Burt Friselle/Mark Wilkins, enquanto Barbosa e Borcheller cairam para a 19ª posição, com apenas 158 pontos.
No primeiro fim-de-semana de Julho o Grand-Am estará de volta à pista onde João Barbosa conquistou no início do ano uma memorável e histórica vitória - Daytona - para a disputa da Brumos Porsche 250, 8ª das 13 provas que constituem a temporada 2010 daquele campeonato.
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Realmente e mau que o Angelelli nao tenha sido penalizado, pois nem sequer tentou ultrapassar, simplesmente usou o carro de JB como travao (posso afirmar isto pois via prova na SPEED TV americana). Ha pilotos que fazem o que querem na GA e nunca sao punidos. De qualquer forma, o carro parace estar a recuperar a competitividade do inicio da epoca, e talvez Daytona permita o regresso aos lugares da frente. Asiim o espero, pois JB e Terry Borcheler teem feito das tripas coracao, e ja merecem outro podio.
Abençoado site para se saber de certas provas.
Boa corrida fraco resultado, mas a combatividade de sempre. Parabéns João Barbosa. Deve ter sido uma boa corrida para português ver…. ou talvez não!
ou talvez não…
Eu assisti à corrida desde início e como Português gostei muito, excepto o toque que levou Barbosa do 4º para o 10º lugar da geral.
Não entendi porque não foi penalisado o Angelelli, com uma passagem pela linha dos boxes, quando outros o foram pelo mesmo motivo.
O JB também não entende.
Eu, como não vi, confesso (só acompanhei o Live Timing e a Radio Grand-Am), não posso comentar mais do que aquilo que escrevi.