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Dunlop Livery Competition 2010: Um português entre os 5 finalistas
por Hugo Ribeiro, 28 de Maio de 2010 6 Comentários
Numa louvável iniciativa, a Dunlop tem vindo a desenvolver nos últimos dois anos um concurso, aberto a designers ou a simples curiosos, que tem em vista seleccionar a decoração a usar pela JMW, da qual é o principal patrocinador, no Aston Martin GT2 que aquela equipa inglesa inscreve nas 24 Horas de Le Mans. E este ano, na segunda edição do concurso, um designer português, Luís Santos de seu nome, está entre os 5 finalistas.
Licenciado em Marketing e actualmente a completar o Mestrado em Publicidade do IADE (Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing), Luís Santos é um jovem designer de 24 anos que irá assim cumprir o sonho de assistir ao vivo, pela primeira vez, às 24 Horas de Le Mans, prémio que é assegurado aos cinco finalistas independentemente do resultado final do concurso.
Um sonho que, no entanto, é bastante recente, como ele nos contou: "A minha paixão pelas 24 horas de Le Mans nasceu sem me aperceber muito bem," reconheceu. "Há dois anos assisti à prova pela televisão para ver a performance dos pilotos portugueses. Desde então, mergulhei a sério no mundo das 24 Horas de Le Mans e interessei-me ainda mais depois de ter visto o documentário da Audi “Truth in 24”. A partir daí, tenho assistido a todas as provas e tenho seguido também as outras corridas de endurance. Fascina-me imenso as pessoas que participam nestes eventos, os pilotos e toda a equipa que lhes serve de suporte, é tudo muito frenético e emocional, um verdadeiro teste às capacidades humanas. Também me atraem muito as máquinas que por lá aparecem, sempre com novidades tecnológicas que fazem com que a Indústria Automóvel não pare de evoluir. É sem dúvida uma prova única que testa realmente todas as áreas do desporto automóvel."
Mas a paixão pelos automóveis e pelas corridas de automóveis, essa, já vem de longe, e foi nela que residiu o principal impulso do jovem designer português: "A principal razão que me levou a participar neste concurso foi a paixão que tenho pelo mundo automóvel. Quando soube deste concurso, simplesmente não resisti… Sempre desenhei carros durante as aulas menos interessantes, tenho os meus cadernos cheios de bólides. Então pensei “porque não participar neste concurso? Porque não desenhar a pintura de um carro?”
O facto do concurso ser aberto à participação de qualquer pessoa mesmo sem formação específica, permitiu a Luís Santos dar azo à imaginação e levar pela primeira vez um pouco mais a sério aquilo que até agora não tinha passado de um passatempo, pois como afirma "a criatividade vem de todo o lado e não é obrigatório ser-se designer ou algo do género para se ser criativo, é preciso é dedicação e muito trabalho."
Na sua resposta ao desafio lançado pela Dunlop, e que consistia em criar um design que transmitisse o slogan da marca “Feel the Road” e a ideia de velocidade, Luís Santos procurou ir um pouco mais longe "e apresentar um carro em que a pintura fosse também um tributo às corridas de automóveis e a tudo o que as torna tão excitantes."
"A mão," explicou-nos o Luís, " simboliza o “Feel the Road”, as “mãozinhas” (sensibilidade) que os pilotos têm de ter para controlar os carros e levá-los à meta; e também representa o ir mais além. Esta mão traduz ainda todo o esforço de todas as mãos de uma equipa que trabalha em sintonia para um objectivo comum: a vitória. A mão vai-se desmaterializando em imagens que caracterizam as corridas. Elementos que as fazem tão dinâmicas e excitantes como, por exemplo, as condições atmosféricas, algumas peças mecânicas, os carros, os pneus, os pilotos, os circuitos, as raparigas, as ferramentas, a vitória, etc. O efeito de desmaterialização também dá a sensação de velocidade. Decidi ir por este caminho, porque desejava criar uma coisa completamente nova, algo que as pessoas vissem e identificassem logo como sendo um carro da JMW."
Para o Luís, o maior desafio no entanto foi a falta de conhecimentos em modelação 3D, pois, como ele próprio reconhece, "quando desenhamos uma pintura para um carro de corrida temos de ter em conta todas as suas perspectivas", tendo-se por isso limitado às imagens bidimensionais exigidas pelo regulamento, e que mesmo assim exigiram "mesmo muitas horas de trabalho e de experiências até chegar ao produto final."
Numa prova que conta com 55 carros em pista, para que algum se faça notado "o design tem de ser realmente diferente," reconhece Luís Santos, e conclui: "Acredito que o objectivo da Dunlop e da JMW é que todos olhem para o seu carro e não o vejam como mais um."
E os votantes também acharam que a proposta do Luís não era mais uma, elegendo-a como uma das cinco melhores. Falta agora saber quem, de entre os cinco finalistas (para além do nosso compatriota, dois franceses, um alemão e um belga) será o feliz vencedor que terá a honra de ver a sua criação percorrer durante 24 horas os mais de 13 km do circuito de La Sarthe perante o olhar das cerca de 300.000 pessoas que são esperadas.
Nós, cá ficaremos a torcer pelo Luís, esperando assim termos mais um bom motivo de interesse nesta edição das 24 Horas de Le Mans.
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É realmente diferente. Mas daí a ser uma boa decoração já tenho as minhas dúvidas. Tem obrigatóriamente que levar uns “toques”.
Eu tenho já uma larga experiência em fazer decorações de veículos de competição, tanto em Portugal como para algumas das melhores equipas oficiais no estrangeiro e a minha experiência leva-me a acreditar que a ideia se vai desvanecer muito no meio de um pelotão cheio de varias formas e cores. E sendo o Luís um aluno de marketing e publicidade, devia saber que se está a vender uma marca, convém que o seu logotipo tenha uma boa leitura. Dúvido que, quem não esteja dentro do assunto, que perceba à partida que isto é um carro “Dunlop”.
A decoração devia ser melhor explorada e devia usar melhor a área do carro.
Mas é uma boa ideia. Parabéns e boa sorte. Visto que as outras propostas escolhidas também não têm nada de especial…
(Note que o meu comentário não é de forma alguma destrutivo, é apenas a minha opinião)
Parabéns Luis,
O carro está fantástico e no meu ver não é mais um, mas sim o tal… espero que sejas tu o vencedor do concurso e estarei a torcer por mais esta participação lusa.
Quanto à prova, eu nunca lá fui mas tenho a certeza de que vais gostar.
Um abraço e felicidades
Luis Santos
Excelente trabalho, duma criatividade ímpar! Concordo com ele quando diz que o seu design é diferente de todos os outros em concurso. Aliás, o trabalho por ele apresentado é diferente de tudo o que temos visto em matéria de design de automóveis de corrida. Se esta pintura ganhar, não é, seguramente, mais um carro de corrida, mas o carro de corrida da Dunlop e da JMW. Parabéns, Luís, és já um vencedor!
Luís Santos tem todas razões para estar orgulhoso de seu magnífico trabalho e chegar aos 5 finalistas já é um belo prémio. Felicito-o vivamente e espero que possa desenvolver sua actividade com muito sucesso!
SDS SPORT!
Parabéns Luís, somos pequeninos, mas muito conhecidos no mundo, passas a ser mais um!
Quanto à prova, vais gostar, ao vivo é muito melhor…infelizmente, ainda só lá fui duas vezes!
Excelente, parabéns.