Notícias

Corvette Racing descontente com o rumo seguido pelo ACO para as classes GT

por Hugo Ribeiro, 30 de Dezembro de 2009 9 Comentários

Doug Fehan, Director da Corvette Racing. IMAGEM: Corvette Racing

Doug Fehan, Director da Corvette Racing. IMAGEM: Corvette Racing

O site espanhol Sportmotores.es dá hoje conta de uma entrevista de Doug Fehan, Director da Corvette Racing, onde este manifesta o descontentamento da equipa face ao facto do ACO ter aceite para competição os actuais carros da classe GT1.

"Há um ano, havia um acordo para que apenas houvesse uma categoria GT, como acontecerá no American Le Mans Series de 2010. A intenção, nessa altura, era nivelar os carros com especificações FIA GT1 com os modelos GT, com alterações ligeiras em termos aerodinâmicos e mecânicos. No entanto, desde então, a Europa confrontou-se com as mesmas condições económicas dos EUA, e algumas equipas optaram por baixar os custos mantendo os seus actuais modelos. Consequentemente, alguns dos antigos GT1 serão adaptados à nova regulamentação, incluindo um bom número de Chevrolet Corvette C6.R em mãos privadas, e o ACO convidou-os a competir nas 24 Horas de Le Mans." A preocupação de Fehan compreende-se: com um programa orientado para a classe GT2, a classe única como refere, a equipa oficial da Corvette vê-se na eminência de, ao participar nas 24 Horas de Le Mans, os seus carros serem dobrados frequentemente pelos mais rápidos GT1, alguns deles seguramente Corvette C6.R privados.

Mas apesar da decisão do ACO, Fehan espera que esta ainda venha a mudar o actual modelo competitivo: "Quando a situação económica global melhorar, espero que as pessoas à frente dos regulamentos entendam as vantagens de juntar os GTs numa única classe em Le Mans e nas outras competições com a mesma organização."

Por aqui partilhamos a mesma opinião. Uma classe GT faria muito mais sentido até pelas questões mais práticas, pois se para um fã mais dedicado já é complicado seguir 4 classes em simultâneo, para um fã mais desatento a questão é claramente, e comprovadamente, um motivo de afastamento relativamente a este tipo de provas. Além do mais, com o FIA GT a transformar-se num Campeonato Mundial de GT, Le Mans não será uma prioridade para as principais equipas, mas poderemos estar enganados tendo em conta a confiança do ACO quando anunciou que aceitaria as novas especificações GT1, assim como os antigos GT1 (incluindo o 'proscrito' Maserati MC12) com limitações, esperançado na presença de construtores que regressariam pela primeira vez em vários anos a Le Mans.

Notícia Sportmotores.es (em espanhol)