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Corvette Racing descontente com o rumo seguido pelo ACO para as classes GT
O site espanhol Sportmotores.es dá hoje conta de uma entrevista de Doug Fehan, Director da Corvette Racing, onde este manifesta o descontentamento da equipa face ao facto do ACO ter aceite para competição os actuais carros da classe GT1.
"Há um ano, havia um acordo para que apenas houvesse uma categoria GT, como acontecerá no American Le Mans Series de 2010. A intenção, nessa altura, era nivelar os carros com especificações FIA GT1 com os modelos GT, com alterações ligeiras em termos aerodinâmicos e mecânicos. No entanto, desde então, a Europa confrontou-se com as mesmas condições económicas dos EUA, e algumas equipas optaram por baixar os custos mantendo os seus actuais modelos. Consequentemente, alguns dos antigos GT1 serão adaptados à nova regulamentação, incluindo um bom número de Chevrolet Corvette C6.R em mãos privadas, e o ACO convidou-os a competir nas 24 Horas de Le Mans." A preocupação de Fehan compreende-se: com um programa orientado para a classe GT2, a classe única como refere, a equipa oficial da Corvette vê-se na eminência de, ao participar nas 24 Horas de Le Mans, os seus carros serem dobrados frequentemente pelos mais rápidos GT1, alguns deles seguramente Corvette C6.R privados.
Mas apesar da decisão do ACO, Fehan espera que esta ainda venha a mudar o actual modelo competitivo: "Quando a situação económica global melhorar, espero que as pessoas à frente dos regulamentos entendam as vantagens de juntar os GTs numa única classe em Le Mans e nas outras competições com a mesma organização."
Por aqui partilhamos a mesma opinião. Uma classe GT faria muito mais sentido até pelas questões mais práticas, pois se para um fã mais dedicado já é complicado seguir 4 classes em simultâneo, para um fã mais desatento a questão é claramente, e comprovadamente, um motivo de afastamento relativamente a este tipo de provas. Além do mais, com o FIA GT a transformar-se num Campeonato Mundial de GT, Le Mans não será uma prioridade para as principais equipas, mas poderemos estar enganados tendo em conta a confiança do ACO quando anunciou que aceitaria as novas especificações GT1, assim como os antigos GT1 (incluindo o 'proscrito' Maserati MC12) com limitações, esperançado na presença de construtores que regressariam pela primeira vez em vários anos a Le Mans.
Notícia Sportmotores.es (em espanhol)
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Esta opinião é partilhada pela Porsche, Ferrari e Aston Martin. Todas queriam apenas uma classe de GT nas Le Mans Series e 24H de Le Mans.
Eu penso que a mesma lógica deveria ser aplicada aos protótipos: correr com LMP1 ou LMP2 a custos semelhantes não faz sentido. Mais valia haver apenas uma classe técnica e 2 classes de equipas: fabrica com pilotos profissionais e privados com pilotos mistura de pilotos pro-am. Ao menos os privados podiam sempre correr o risco de fazer um brilharete…
Hum…
Sempre achei que os LMPs deveriam ter duas classes à parte, mas no fundo o que acho é que deveriam ter duas classificações à parte.
Imaginemos que os resultados da ASM em 2009 eram num campeonato sem duas classe de protótipos. Analisemos os resultados à geral…. seriam desmotivantes.
Não sou contrário a uma única classe de protótipos, mas há que haver espaço para os ‘Independentes’, mas será a Oreca ou a Pescarolo um Independente? Terá a equipa de ter uma formação pro-am os seus resultados contarem para um classificação diferente?
Na minha opinião, os LMP2 é que deveriam ser mais simples e baratos, ao invés de serem LMP1s (mais leves….. + leve= + custos!) com motores mais pequenos.
A meu ver, o ACO errou com as actuais regras (também dispenso os actuais roll-bars, dado que preferia que se voltasse aos tempos dos WSC de meados dos ano 90, como o Ferrari 333 SP, TWR-Porsche, R&S MK II ou Lola B98).
E, infelizmente, não estou a ver o ACO a fazer grandes mudanças no regulamento técnico, excepto diminuir drasticamente a dimensão dos motores (das últimas 2 vezes que isso aconteceu, curiosamente há 40 e depois 20 anos atrás, as corridas de Endurance sofreram bastante com isso…)
Cada vez me convenço mais de que a questão da ‘redução de custos’ é uma treta pegada e só há uma forma de, verdadeiramente, reduzir custos: os troféus monomarca. Porque se não for assim, daqui por mais uns 3, 4 ou 5 anos, estaremos novamente a discutir o mesmo.
Gil, o WSC terminou em 93.
Não vejo muito bem onde se encaixa essa questão dos roll-bars. Gosto pessoal? ou faz diferênça na questão dos custos?
A diminuição dos motores, ao contrário do que sucedeu nos anos anteriores (em 90 o problema não foi a redução da dimensão mas sim os motores ‘F1 spec’ de 3.5litros não serem adaptáveis ao endurance), está a ser feita à imagens do que os construtores pretendem. Obviamente que nem todos têm blocos pequenos na sua gama, mas se o objectivo é dar espaço para os construtores apostarem em tecnologias relevantes para os carros do dia-a-dia (algo que a F1 não faz), então é preciso aproximar os motores de corrida daquelas que usamos nos nosso carros.
The bigger the better, uma máxima bem norte-americana, não faz qualquer sentido hoje em dia. Há uns tempos li um brilhante texto no dailysportscar.com onde se colocava em causa esta forma tradicional e antiquada de se viver as corridas onde impera o muito barulho, grandes motores e grandes consumos… o texto, sem por em causa o que realmente nos faz vibrar, não deixava de tecer curiosos paralelos: enquanto nas nossas vidas nos preocupamos em ter tecnologia de ponta, de baixo consumo, energeticamente eficiente, já nas corridas pensamos o contrário. O mais engraçado é que os texto era uma auto-critica.
Numa entrevista recente à Radio Le Mans, Dr. Ullrich da Audi dizia que os construtores que estiveram nas reuniões das quais saíram os novos regulamentos, pretendiam motores mais pequenos, com excepção dos norte-americanas e alguma marcas que só possuem GTs na sua gama comercial.
WSC = World Sportsc Cars, categoria criada pela IMSA em 1994 para substituir os “extintos” GTP que corriam nos EUA e que foram sendo admitidos em Le Mans a partir desse ano também (Kremer-Porsche K8 e Courage C32-Porsche
).
Não me lembrei desse WSC, só do outro: World Sportscar Championship!
O problema dessa designação é que era estritamente da IMSA pois na Interserie eram ‘Divisão III’ e no International Sports Racing Series/FIA Sportscar eram ‘SR1′ e em Le Mans ‘LMP’…
A ACO deveria ter mantido as mesmas regras de 2009 do FIA GT para os GTs, assim suas competições seriam um porto seguro para aqueles interessados – e, então, regulamentados – que não quisessem migrar para um exdruxulo campeonato de GTs com provas de uma hora.
…e com alguma razão… Aquele Ratel (quase!) só tem metido água com o FIA-GT desde que esse se separou do Campeonato Europeu/Mundial de Turismos… penso eu de que!