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CNV / Braga: Rescaldo

Campeonato Nacional de Velocidade arrancou no Circuito de Braga

por Press Release (edição: Hugo Ribeiro), 20 de Abril de 2015 Sem Comentários

© Racing Weekend

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Corrida 1: Francisco Abreu e Armando Parente vencem a primeira do ano

Miguel Barbosa (Tattus PY012) aproveitou bem o facto de ter a pole-position e partiu na frente. Pedro Salvador (Norma M20FC) segue-o de perto, muito perto e, por sua vez, trás José Faria (Wolf GB 08) logo colado. Entretanto já Francisco Abreu (Tattus PY012) tinha forçado e colocava-se na dianteira. No segundo grupo, uma luta cerrada, entre GT´s e C3. Tão cerrada, que na discussão de uma travagem Manuel Castro saía de pista. Gonçalo Rodrigues segue para a box e perde definitivamente o contacto com este grupo, que se vê reduzido a um dueto. Luta bem interessante, a que se mantém entre Nuno Batista e Paulo Sá Silva.

À décima volta, Pedro Salvador ruma à box, com o pneu dianteiro esquerdo furado. Um volta mais tarde, Gonçalo Rodrigues regressa (de novo) à box. Algo não está definitivamente bem no Radical SR3. Aos 20 minutos de prova, Francisco Abreu estava em primeiro, com uma vantagem de 5,30 segundos sobre Miguel Barbosa. José Faria é terceiro, descansado, com mais 45 segundos do que o líder, enquanto Pedro Salvador tem já mais uma volta, fruto da visita às boxes.

Nuno Batista e Paulo Sá silva continuam numa luta bem interessante, e mal se abre a janela de tempo para a troca de pilotos, entram para a box. Pedro Marreiros assume os comandos do Porsche e consegue uma vantagem de cerca de 40 segundos, sobre o Radical que agora é tripulado por Miguel Lobo. Logo de seguida é a vez de Miguel Cristóvão revezar José Faria ao volante do Wolf. Pedro Salvador entrega o Norma M20FC a Rafael Lobato.

No minuto seguinte entrava Miguel Barbosa, que trocava com Ivo Nogueira e os primeiros classificados eram os últimos a fazer a troca de pilotos: Armando Parente tomava o lugar de Francisco Abreu e regressava à pista na primeira posição. A seis minutos do fim, Miguel Cristóvão teve que cumprir um “drive thru”, devido a não ter desligado o motor na troca de pilotos.

Armando Parente cortou a meta em primeiro, com um final de prova em que esteve a gerir a vantagem conseguida. Ivo Nogueira teve um final de prova com menos pressão, tanto mais que o terceiro, Miguel Cristóvão, estava fora desta guerra, depois da passagem obrigatória pela box. Nos C3 Miguel Lobo levou o Radical até à vitória e Pedro Marreiros teve um desempenho semelhante entre os GT´s.

O momento da corrida

A primeira volta foi fundamental para o desenlace da primeira corrida, como explica Francisco Abreu: “Falhei a passagem de caixa ao meter a segunda e perdi tempo. Depois tentei travar tarde para a curva um e até tive que fazer um pouco de todo o terreno, por calcar os correctores. A partir daí fiz a prova a olhar para a frente. Tinha um carro excepcional que me permitiu colocar em primeiro e no fim gerir os pneus.”

O companheiro de equipa, Armando Parente, começa por “agradecer à equipa, ao Team Novadriver, que nos entregou um carro excepcional, que foi fundamental para a conquista deste lugar.”

P.ºCl.N.PilotosChassisVLTDif.P.º Cl.
1.ºSP CN11Francisco Abreu / Armando ParenteTatuus PY01238(50:35.168s)[ 1.º ]
2.ºSP CN7Miguel Barbosa / Ivo MoreiraTatuus PY01238+16.820s[ 2.º ]
3.ºSP CN14José Faria / Miguel CristovãoWolf G80838+1:02.368s[ 3.º ]
4.ºSP CN9Pedro Salvador / Rafael LobatoNorma M20FC37-1 voltas[ 4.º ]
5.ºSP C38Paulo Silva / Miguel LoboRadical SR335-3 voltas[ 1.º ]
6.ºGTC44Nuno Baptista / Pedro MarreirosPorsche 911 GT3 CUP35-3 voltas[ 1.º ]
7.ºSP C317Gonçalo RodriguesRadical SR36-32 voltas[ 2.º ]
8.ºGTC55Gonçalo Manahu / Manuel José CastroPorsche 911 GT CUP5-33 voltas[ 2.º ]
DNS
SP CN51Gonçalo AraújoTatuus PY012
© Racing Weekend

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Corrida 2: O Sol brilhou para José Faria e Miguel Cristóvão

Início de corrida emotivo, com Rafael Lobato (Norma M20FC) a partir da pole-position e trazendo Miguel Cristóvão (Wolf GB08) logo atrás. A primeira curva foi disputada ao milímetro e ditava o futuro da corrida, pelo menos para Ivo Nogueira foi assim: um toque e já não durava muito mais em pista. Uma saída acabava com a prova de Nogueira, atrasava Lobato e no meio da confusão, Miguel Cristóvão “safava-se”.

Armando Parente (Tattus PY012) assume o comando. Cristóvão mantém a segunda posição. Logo atrás vêm os Porsches de Pedro Marreiros e de Gonçalo Manahu, seguidos pelo Radical SR3 de Miguel Lobo. Rafael Lobato tenta recuperar do tempo perdido na primeira curva e anda na cauda deste peloão. A primeira visita à box é protagonizada por Gonçalo Manahu, que sentia um vibração nas rodas da direita. Regressava à pista e deixava Pedro Marreiros, confortavelmente na frente dos GT´s.

As trocas de pilotos decorreram praticamente sem incidentes, apenas Gonçalo Rodrigues deixou o carro “ir abaixo” ao regressar à prova e perdeu alguns segundos. Na pista ainda a promessa de muita animação para os momentos seguintes. A corrida estava a meio, mas estava ainda longe de se decidir.

Francisco Abreu (Tattus PY012) recebe o volante de Armando Parente e vai para pista na primeira posição, mas José Faria, que tinha passado para o lugar de Miguel Cristóvão no Wolf GB 08, assume um andamento de ataque a “cola-se” ao líder. Pedro Salvador substitui Rafael Lobato aos comandos do Norma e mantém um ritmo forte, corre atrás do prejuízo para recuperar para os homens da frente. Manuel Castro, depois de receber o Porsche de Gonçalo Manahu, tem que regressar de novo à box. Borracha de pneu espalhada pela pista, tinha-se colado nas rodas do carro alemão e aí estava a origem das vibrações.

Miguel Lobo, que revezou Paulo Sá Silva no Radical SR3, anda num luta interessante com o Porsche de Nuno Batista (companheiro de Pedro Marreiros). Ambos são comandantes das respectivas categorias, C3 e GT´s. Na cabeça da corrida está tudo ainda muito longe de ficar decidido. José Faria é uma espécie de sombra de Francisco Abreu e quase com a corrida à vista força a travagem no final da recta da meta e a escassos minutos de terminar assume a cabeça da prova. José Faria e Miguel Cristóvão são os vencedores, seguidos por Francisco Abreu e Armando Parente. Pedro Salvador e Rafael Lobato completam o pódio. Nos C3 vitória para Paulo Sá Silva e Miguel Lobo. Nuno Batista e Pedro Marreiros foram os melhores entre os GT's.

O momento do dia

Foram dois, os momentos determinantes para o desfecho desta prova: o início e o fim. O que aparenta ser uma verdade “lapalissiana”, justifica-se nas palavras dos vencedores:

Miguel Cristóvão: “Na confusão no início, na primeira curva, fui ultrapassado pelo Parente, que tinha um carro muito rápido no início. Sabia que tínhamos um carro muito consistente, apostamos na segunda parte da corrida, poupando os pneus e tentei não perder muito tempo. O Zé Pedro (Faria n.d.r.) entrou muito bem, levou até ao fim e ganhamos.”

José Faria: “Foi uma corrida bastante positiva. Alcançamos o primeiro lugar, depois de ontem termos sido segundos. O meu colega de equipa fez um excelente trabalho na primeira parte, quando estávamos a ser segundos. Conseguimos ganhar tempo na box, na mudança de pilotos, e a partir daí foi sempre a ganhar tempo, aproveitei em algumas dobragens para me aproximar do Chico (Francisco Abreu n.d.r.), que acabou por cometeu alguns erros que aproveitei e acabei por o ultrapassar e vencer a corrida.”

P.ºCl.N.PilotosChassisVLTDif.P.º Cl.
1.ºSP CN14José Faria / Miguel CristovãoWolf G80838(50:49.270s)[ 1.º ]
2.ºSP CN11Francisco Abreu / Armando ParenteTatuus PY01238+5.379s[ 2.º ]
3.ºSP CN9Pedro Salvador / Rafael LobatoNorma M20FC38+1:00.766s[ 3.º ]
4.ºSP C38Paulo Silva / Miguel LoboRadical SR336-2 voltas[ 1.º ]
5.ºGTC44Nuno Baptista / Pedro MarreirosPorsche 911 GT3 CUP36-2 voltas[ 1.º ]
6.ºSP C317Gonçalo RodriguesRadical SR335-3 voltas[ 2.º ]
7.ºGTC55Gonçalo Manahu / Manuel José CastroPorsche 911 GT CUP33-5 voltas[ 2.º ]
DNS
SP CN7Miguel Barbosa / Ivo MoreiraTatuus PY012
SP CN51Gonçalo AraújoTatuus PY012

Fonte: Comunicados de Imprensa do CNV