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World Endurance Championship

Bart Hayden (Rebellion Racing): “[Alterações no EoT] não farão grande diferença”

por Press Release (edição: Hugo Ribeiro), 15 de Agosto de 2014 Sem Comentários

© Rebellion Racing

Em meados do mês de Julho, FIA e ACO comunicaram às equipas LMP1 uma série de alterações no EoT (Equivalence of Technology; em português, Equivalência de Tecnologia) já a partir da prova de Austin. Mantendo a linha de pensamento de que os LMP1 privados (LMP1-L) terão oportunidade de lutar contra as equipas de fábrica, equipadas com carros híbridos, uma série de benesses foram introduzidas para os carros da classe LMP1-L. Segundo Bart Hayden, Team Manager da Rebellion Racing — em entrevista fornecida pela própria equipa — nada irá de facto mudar.

A saber, ACO e FIA decidiram retirar mais 10kg no peso mínimo dos LMP1-L, que passa agora para 800kg; aumentou a quantidade máxima de combustível que os carros poderão utilizar por hora de 100.9 para 104.9 kg; e aumentou o limite máximo do tanque de combustível em mais 1.5 litros, para 73.5L. No entanto, em Le Mans, as equipas LMP1-L não tinham qualquer restrição na utilização de combustível. No que toca aos restritores de fluxo no reabastecimento, os para a classe LMP1-L terão agora 33mm.

Segue-se então a entrevista a Bart Hayden, fornecida em forma de comunicado de imprensa:

P: Como irão as recentes mudanças no EoT do FIA WEC melhorar a performance do Rebellion R-One?

Bart Hayden (BH): “As mudanças anunciadas pela Comissão de Endurance após as 24 Horas de Le Mans, permitiram à Rebellion Racing retirar mais 10kg de lastro dos R-One, e ter um limite maior de consumo de combustível. Essas mudanças são pequenas em comparação com os ajustes pré-Le Mans, onde fomos autorizados a retirar 40 kg dos carros. Vimos uma melhoria nos tempos por volta em Le Mans de cerca de 2 segundos após os ajustes, mas em torno dos curtos circuitos de  sprint, uma redução de peso de apenas 10 kg não vai fazer muita diferença.”

P: Acha que essas mudanças vão tornar a performance da LMP1-L mais próxima dos LMP1-H?

BH: “Não!”

P: Irão os R-One receber actualizações para a prova de Austin do WEC, ou nas próximas corridas?

BH: “A Rebellion Racing está a trabalhar com a Oreca para trazer algumas actualizações aerodinâmicas para os R-One para Austin. Não haverá quaisquer outras grandes actualizações para os carros depois disso, apenas pequenos ajustes e aperfeiçoamentos para afinar o desempenho.”

P: A partir de Austin, terão de enfrentar concorrência na classe LMP1-L, com a estreia do Lotus LMP1. Estão confiantes?

BH: “Nunca se sabe como os nossos carros se irão comparar com o carro de um rival até que ambos estejam juntos na mesma pista, ao mesmo tempo. Temos agora muitas horas de rodagem com os R-One, por isso estamos a começar a conhecer bem como eles se comportam e onde podemos melhorar. A Lotus tem apenas rodagem limitada, de modo que tal poderá ser uma desvantagem para eles. Estamos confiantes na nossa capacidade de extrair o máximo dos nossos carros e a competição dará um incentivo extra para o alcançar.”

P: Desde o início da temporada, a competição tem-se até agora limitado a uma batalha interna entre os dois carros da equipa. Como é que a chegada do Lotus LMP1 em Austin irá mudar a estratégia decorrida da equipa?

BH: “Não iremos de facto mudar tudo, porque não nos estamos a medir apenas contra os rivais LMP1-L, mas sim a tentar competir com os carros de fábrica. O nosso objectivo é fazer com que os Rebellion R-One estejam o mais próximo da frente da corrida quanto possível; estamos a competir na classe principal porque queremos ter uma hipótese de ganhar corridas; não estamos focados em pensar ser apenas ser o melhor LMP1-L, mas sim em como fazer os carros o mais competitivos possível, de forma a aumentar as hipóteses de um dia vencer à geral.”

P: Como vê o futuro da classe LMP1-L?

BH: “É bom que a Lotus ingresse na classe LMP1-L , e esperamos que mais competidores se possam juntar a nós à medida que o tempo passa. A concorrência faz com que as corridas sejam interessantes, e se os regulamentos conseguirem colocar os privados na frente junto dos carros de fábrica, tal seria bom para todos. Tem que haver um lugar para os privados com carros não híbridos. A tecnologia a ser utilizada pelos construtores para fornecer a energia híbrida dos seus carros é muito exclusiva e está fora do alcance de uma equipa privada . Aplaudimos a FIA e o ACO por permitirem aos construtores a oportunidade de desenvolver essas tecnologias híbridas complexas, mas os privados não devem ser esquecidos; precisamos de ajuda e se esse apoio chegar, o número de privados que irão competir nas provas irá aumentar.”

Fonte: Comunicados de Imprensa FIA WEC e Rebellion Racing (entrevista)