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ELMS / 4H Estoril

As contas do campeonato antes das 4 Horas de Estoril

por Press Release, 4 de Outubro de 2014 Sem Comentários

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A lista provisória de inscritos para as 4 Horas do Estoril (ver artigo em separado), a derradeira prova da temporada 2014 do European Le Mans Series (ELMS), conta com 37 carros de equipas oriundas de nove países diferentes e cerca de 100 pilotos representando 18 nacionalidades, entre eles os portugueses Filipe Albuquerque (Zytek Nissan da JOTA Sport), Miguel Faísca (Zytek Nissan da Greaves Motorsports) e Filipe Barreiros (Ferrari da AF Corse). França é o país mais mais representados no ELMS (10 carros e 30 pilotos), mas os britânicos não vêm longe, com 19 pilotos e sete viaturas, enquanto os italianos contabilizam seis carros e 12 pilotos. A Rússia apresenta também um forte contingente, com cinco carros e 10 pilotos, e no lado suíço há quatro carros e igual número de pilotos. Bélgica, Alemanha, Áustria, México, Polónia, Bielorrússia, Holanda, Estónia, Mónaco, Estados Unidos, Finlândia e Dinamarca são outras nacionalidades que vão estar presentes na pista do Estoril.

Uma final que promete ser apaixonante

A última corrida do ELMS 2014 será tão, se não mais, apaixonante que a derradeira prova da temporada anterior. Na aurora desta grande final estão ainda por atribuir todos os títulos, tanto nos pilotos como nas equipas. Ninguém pode baixar os braços para conquistar os seis ceptros em jogo.

Nos LMP2, a categoria rainha, quatro equipas podem sonhar com o título. Os campeões 2013 (Signatech Alpine) lideram a tabela com 68 pontos, mais 10 que a JOTA Sport. Um segundo lugar será suficiente ao team francês para repetir o título, mesmo que a equipa de Filipe Albuquerque faça a pole‐position e vença no Estoril. Só que num campeonato onde houve quatro vencedores diferentes em igual número de provas e os pódios nunca se repetiram, o melhor será jogar na ofensiva e não de calculadora na mão. Para mais, havendo ainda que contar com a NewBlood by Morand Racing, que contabiliza 50 pontos. O título será da equipa suíça se vencer em Portugal e os dois team à sua frente não forem além do 7º e 3º lugares, respectivamente. E até a Race Performance ainda tem hipótese matemática de se sagrar campeão 2014.

No campo dos pilotos LMP2, os 68 pontos dos homens da Signatech Alpine ‐ Nelson Panciatici (campeão LMP2 / 2013), Paul‐Loup Chatin (campeão LMPC / 2013) e Oliver Webb ‐ estão na mesma posição da sua equipa: só a vitória ou o segundo lugar lhes assegura o título sem pensarem em resultados alheios. Contudo, o público português desejaria antes que o ceptro ficasse para o trio do Zytek Z11 SN Nissan #38 da JOTA Sport, sobretudo porque dele faz parte Filipe Albuquerque, além de Simon Dolan e Harry Tincknell (58 pontos). O piloto luso e os seus companheiros, querem obter a segunda vitória do ano e esperar que os homens da equipa francesa não acabem no segundo lugar. Uma coisa é certa: se ficarem abaixo do quinto posto e não fizerem a pole‐position, o título escapa‐lhes, independentemente dos resultados alheios.

Gary Hirsch (campeão LMPC / 2013) e Christian Klien fizeram todas as provas com a equipa NewBlood by Morand Racing. Estão em terceiros, com 18 pontos de atraso para os líderes e oito para os pilotos da JOTA Sport, aplicando‐se as mesmas contas que se fizeram para a formação suíça. O terceiro piloto da equipa, Pierre Ragues, não esteve nas primeiros duas provas da temporada. Assim sendo, os 35 pontos somados no Red Bull Ring e em Paul Ricard não lhe são suficientes para manter o título LMP2 alcançado em 2013. Muito difícil é a tarefa dos pilotos da Race Performance, Franck Mailleux e Michel Frey, actuais quartos, com 45 pontos. Como a vitória vale 25 pontos (mais um pela pole‐position), os 23 pontos de atraso fazem com que a hipótese matemática não seja fácil de se materializar.

Feitas as contas, há quatro equipas e 10 pilotos LMP2 que vêm ao Estoril com o título na mira.

Se o desafio é apaixonante na categoria LMP2, não o é menos entre os LMGTE. Existe apenas uma certeza: será a Ferrari a conquistar o título. Resta saber com que equipa e pilotos... O 458 AF Corse #55 lidera com 81 pontos, mais 21 que o carro idêntico com o #72 da SMP Racing. A equipa de Amato Ferrari venceu três provas, enquanto os russos pontuaram sempre, ganhando em Imola e sendo segundos em Silverstone, somando ainda por três vezes o ponto suplementar atribuído à pole‐position. A vida está facilitada para a AF Corse, pois os seis pontos do sétimo lugar são suficientes para lhes abrir as portas do título.

Nos pilotos LMGTE, tudo indica que Matt Griffin repetirá o triunfo de 2013, então com a Ram Racing. Desta feita, o britânico e o compatriota Duncan Cameron estão na frente com 81 pontos, mais seis que Michele Rugulo, o terceiro piloto do Ferrari #55 da AF Corse, mas que ao não estar presente em Imola ficou impossibilitado de chegar ao título. Os adversários serão então Andrea Bertolini (campeão do mundo GT1 / 2010), Viktor Shaitar (campeão GTC / 2013) e Sergey Zlobin (líder entre os pilotos LMP2 no Mundial FIA WEC). Contudo, somando 60 pontos até aqui, só a vitória os levará ao título e ainda assim é preciso que o carro da AF Corse não acabe nos oito primeiros.

Na categoria GTC há três equipas e oito pilotos em liça. No campo da SMP Racing há razão para se colocar o champanhe no gelo, pois tem dois carros nas posições de pódio: o Ferrari 458 GT3 Italia #73 lidera com 79 pontos e o #71 está no terceiro posto com 54, ainda que estes últimos precisem de uma vitória e a pole‐positon e que os carro "gémeo" fique em branco no Estoril. À lista de candidatos é preciso juntar outro carro da marca italiana, o #60 dos dinamarqueses da Formula Racing, muito regular ao longo da temporada, com duas pole‐position e três pódios. Registando um atraso de 18,5 pontos, só o triunfo lhes interessa, necessitando ainda que 458 Italia GT3 com o #73 não fique nos seis primeiros.

No campo dos pilotos, o desafio suscita o mesmo nível de interesse. Os russos Anton Ladygin, David Markozov e o monegasco Olivier Beretta (SMP Racing #73) lideram com 79 pontos. Um sexto lugar nas 4 Horas do Estoril servirá os seus interesses, face aos dinamarqueses Johnny Laursen e Mikkel Mac, que contam 60,5 pontos. No terceiro posto estão o italiano Luca Persiani e os russos Aleksey Basov e Kiriil Ladygin, este último campeão da categoria em título. Só a vitória e a pole‐position na última corrida permitiria ao trio