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ACO satisfeito com resultados das reuniões com os construtores e equipas
por Vitor Ribeiro, 17 de Julho de 2009 4 Comentários
Afinal, soube-se agora, a reunião marcada para o final de Junho entre o ACO e os construtores e equipas envolvidas ou interessadas no LMS não foi uma mas... três reuniões! E, a julgar pelo teor do comunicado de imprensa do ACO, assinado pelo novo Director dos Desportos do clube organizador das 24 Horas de Le Mans e do LMS, Vincent Beaumesnil, de que o site Endurance-info faz eco, terão sido bastante produtivas.
Entre os presentes, destaque para Scot Elkins, da organização do ALMS - campeonato relativamente ao qual correm rumores nos EUA de que poderá vir a fundir-se com o Grand-Am, mas que entretanto vai mantendo a colaboração com o ACO. Outro nome que, embora não tenha estado presente, não deixou de ser lembrado por Beaumesnil, foi Stéphane Ratel, organizador do campeonato FIA-GT, com quem o ACO reafirmou estar em concertação permanente.
Relativamente aos GT's, relativamente aos quais a chegada dos novos GT1 em 2010 irá introduzir significativas alterações, os principais temas debatidos terão sido a adaptação desses novos GT1 às corridas de longa duração, as homologações ACO-FIA e a redução de custos na categoria GT2, objectivo que se cruza com propósito idêntico no que concerne à categoria LMP2: "o objectivo é simples e claro" - afirmou Beaumesni - "lançar o LMP2 'Low Cost' versão 2011 mas também reduzir os custos já em 2010". Discussão para a qual a presença dos potenciais fornecedores de motores, quer de GT2 quer de produção, muito terá contribuído, ainda de acordo com o Director do ACO.
No que respeita à categoria rainha, a LMP1, a discussão terá sido ainda mais animada, como era de esperar, sendo de destacar a surpreendente (ou talvez não...) presença da... Ferrari! De facto, como já aqui demos conta, Montezemolo não fechou totalmente a porta a um regresso da marca italiana à endurance, embora só, na melhor das hipóteses, a médio-prazo. Ora, uma vez que em 2011 deverá entrar em vigor um novo regulamento, a presença dos engenheiros da Ferrari na referida reunião (exclusivamente orientada às questões técnicas e apenas aberta aos engenheiros das marcas e equipas) só poderá ser encarada como uma forma de ir preparando o terreno e negociando aquilo que a marca considerará essencial aos seus interesses para esse regresso.
A este respeito, refira-se que ainda recentemente, a Peugeot, através de Jean-Pierre Collin, reconheceu (em declarações divulgadas pelo Dailysportscar) que, a continuar em 2010, iria fazê-lo ainda com o 908, mas para 2011 o caso já muda de figura e não só por causa dos regulamentos: "se a Ferrari decidir envolver-se irá fazê-lo com um carro a gasolina, e nesse caso é o que nós vamos ter de fazer também"...
Seja como for, o que é para já certo é que todos os temas quentes - equivalência diesel-gasolina (através da análise dos resultados), definição e precisão dos conceitos aerodinâmicos, redução de custos e futuro das motorizações híbridas - foram debatidos abertamente. "As discussões foram muito ricas para todos", referiu Vincent Beaumesnil. "Franck Coppuck (da Gordon Murray Engineering), um dos nossos consultores, deu um importante contributo para clarificar as questões e apresentar as soluções a prosseguir em 2010 e 2011. O objectivo não é andar todos os anos a dar uma nova definição de chassis e aerodinâmica que implique custos acrescidos a toda a gente. As equipas lançaram novas viaturas em 2009 e o que se pretende não é anular esse trabalho".
Por fim, foi decidido implementar um novo modo de comunicação, via intranet, apenas acessível às equipas e aos organizadores, e marcar duas reuniões anuais, estando a próxima marcada para Outubro deste ano.
A partir de notícia Endurance-info (em francês)
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Gostei do que li, tendo em atenção o que aí vem …é evidente que os tempos de crise não ajudam em termos de grande envolvimento das marcas, mas parece que se está a preparar o caminho para uma etapa importante das corridas de resistência.
Bem estruturado, com regras claras para todos e apresentadas atempadamente, pode estar aberto o caminho para um rápido crescimento de equipas, do espectáculo e claro, do público.O próprio envolvimento da Ferrari (ainda que a médio prazo, como dizem) seria uma mais valia para todos os organizadores deste tipo de eventos.
Acrescentando a tudo isso as mudanças a nível de presidência da FIA, é possível que voltemos a ter um campeonato bem disputado, a nível do que aconteceu em décadas anteriores.
Venham mais novidades e já agora certezas…
Geralmente a ACO costuma ser acusada de ser autocrática e privilegiar os franceses, mas neste caso é de elogiar o diálogo franco com os intervenientes nas provas por si organizadas e eventuais interessados, procurando o consenso mais alargado possível, embora sabendo que é impossível agradar a todos.
A ver vamos, até porque para o ALMS é muito importante a definição dos novos regulamentos, é a sua sobrevivencia que está em jogo.
Na F1 a Ferrari tem muito mais força que na Endurance, embora nesta não deixe de conseguir impor alguns trunfos. Recordo o caso dos 333 SP que correram largo tempo sem restritores e que por isso tiveram uma carreira longa e recheada de sucessos, quando sabemos que outro construtor que comece a impor um modelo competitivo é logo apertado por uma mudança de regras (por ex. o Porsche RS Spyder).
Em Le Mans existem grandes construtores com maiores pergaminhos que a marca italiana e como tal tudo deverá ser mais equilibrado. Refiro a Audi (com 9 triunfos, se incluirmos o Audi verde), a Porsche e mesmo a Peugeot, que apenas tem 3 triunfos, mas parece-me próxima dos centros de decisão. A estes ainda teremos que somar a Toyota, Aston Martin e outras marcas que gostariam de regressar a Le Mans.
Mas a Ferrari seria uma adição interessante, pois atrairia os media generalistas, os tiffosi da F1 e daria uma maior dimensão ao futuro “Le Mans World Series” (ou lá como se vai chamar), o novo Mundial de Marcas que está na forja.
Falta agora desembrulhar o problema onde a Porsche se meteu com as suas operações financeiras, correr com o Wiedeking e a gestão que pensa que uma marca como esta pode viver apenas do passado e apresentar um projecto para Le Mans. Até porque, no pouco que já se sabe, as regras de 2011 parecem feitas para uma qualquer versão Evo do RS Spyder.
ferrari?não há fumo sem fogo e eu já estou a ver muito fumo.esperemos que se confirme, mas sò espero é que a ferrari nâo venha para aqui mandar como faz na f1 e andem todos a reboque da menina.que venha a porsche tambem