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ACO revela linhas gerais dos regulamentos para 2011 e confirma inclusão das 24 H na Taça Intercontinental
por Hugo Ribeiro, 10 de Junho de 2010 8 Comentários

O Logótioi do Automobile Club de l'Ouest
Em conferência e imprensa, o ACO revelou as linhas gerais do regulamento pelo qual as provas sobre a alçado do ACO se irão reger a partir de 2011.
O objectivo do ACO é bastante claro e apresenta-se como uma lança apontada àquela que se considera a si própria como o topo do automobilismo mundial: criar nas 24 Horas um campo de teste para que se desenvolvam tecnologias que apontem para a redução das emissões de CO2 e do consumo de combustível.
A grande aposta, por isso, vai centrar-se para já nos sistemas híbridos, que terão no entanto de obedecer às seguintes regras:
- Recuperação e libertação da energia em duas rodas (do eixo traseiro ou frontal, a escolha é livre);
- 500kj como limite máximo de energia libertada entre duas travagens;
- Sistemas eléctricos ou mecânicos para armazenar a energia gerada;
- Libertação da energia pelo pedal do acelerador (proibido o sistema 'push to pass')
- Permitidos vários sistemas de recuperação de energia: escape, calor do motor, dampers, etc… sob reserva e desde que respeitem as normas do ACO em termos de segurança, proibição de ajudas à pilotagem, redução do consumo e emissões de CO2;
- Redução em 2 litros na capacidade dos tanques de combustível;
- Obrigatoriedade do carro percorrer o pit lane deo circuito de Le Mans (400m) a uma velocidade de 60Km/h só com energia gerada pelo sistema híbrido.
Até aqui, tudo parecer fazer crer e antever que a Porsche a Toyota poderão assim, a breve trecho e mesmo que só no plano interno, tomar a decisão de regressar a Le Mans, embora os regulamentos específicos a respeito dos protótipos P1 e P2 prometam lançar nova confusão na questão das equivalências.
Permissão de utilização por mais um ano (2011) dos actuais P1 - embora com performances reduzidas de forma a que fiquem equivalentes aos futuros modelos - eis a medida que o ACO apresenta para responder às crescentes dificuldades económicas que provavelmente levarão os pequenos construtores e os construtores independentes a não investirem num novo LMP. Quanto aos chassis, esses verão o seu desenvolvimento ser congelado no final deste ano. O que não é claro é como será a feita a equivalência entre os actuais P1 e os futuros modelos, visto que os actuais, cuja equivalência já de si deixa muito a desejar, deverão ter de sofrer mais algum tipo de restrições que os coloquem ao nível das performances dos novos motores construídos já de acordo com os novos regulamentos - nomeadamente com menor cubicagem que os actuais. Aerodinâmica? Restritores? Peso? Fica a dúvida...
Ao contrário do inicialmente previsto, afinal não haverá na P2 a possibilidade de utilizar motores homologados para GT2, mas sim motores de produção próximos dos actuais P2. Curiosamente, logo após o final da conferência de imprensa do ACO, a HPD colocou entre as boxes da Highcroft e da Strakka um motor de produção V6 bi-turbo em exibição…
Tal como na P1, os P2 actuais poderão manter-se na grelha desde que usem um motor de produção, congelem o desenvolvimento do chassis a partir do final deste ano e sofram um ajuste na performance. O ACO pretende então com o regulamento de 2011 para os P2:
- Criar uma formula de baixo custo, equipada em exclusivo com motores de produção;
- Criar um tecto nos custos do material: 75.000€ pelo motor e carro completo a não poder exceder os 400.000€;
- Tempo mínimo de vida do motor entre duas revisões: 30h em 2011, 40h em 2012 e 50h em 2013.
São apenas linhas gerais aquilo o que foi revelado publicamente e só os construtores terão neste momento acesso a dados mais pormenorizados, como questões relacionadas com a aerodinâmica.
A categorias GT vão sofre algumas alterações substanciais. O ACO irá unificar os GT sobre uma única classe a que designa GT Endurance. O regulamento terá uma duração de 3 anos e o ACO pretende ver estas viaturas mais apropriados para as provas de endurance, visto que o rumo que os vários campeonatos das categorias GT estão a seguir vai ao encontro das provas de curta duração, o que parece ser uma bicada dura no SRO. Os GT1 deixarão de ser admitidos em Le Mans devido ao que o ACO identifica como problemas de sobreposição de calendário, poucos inscritos fora de Le Mans e uma classe actualmente orientada para o sprint.
Positivo é o facto de apesar da classe ser a mesma esta poder ter duas classificações distintas, uma para equipas com pilotos profissionais (ou não, a escolha é livre), e outrapara equipas que tenham, obrigatoriamente e no mínimo, dois pilotos das categorias 'bronze' ou 'prata' e inscrevam carros com mais de 1 ano de vida.
Também foram adiantados mais pormenores a respeito da Taça Intercontinental, que este ano, e para alegria dos saudosistas do Mundial de Marcas, irá arrancar com 3 provas em 3 continentes. Se Silverstone e Petit Le Mans já se encontravam confirmadas, faltava a última etapa, na China, que soube-se agora será realizada no Circuito de Zhuhai.
Confirmadíssimas ficaram as presenças da Audi e Peugeot, assim como da OAK (em P1), Team Felbermayr-Proton, AF Corse e RSR Jaguar. Deverão seguir-se a BMW e a Aston Martin e, muito provavelmente, o Team Oreca.
Mas para o ano está reservada a grande novidade: as 24 Horas de Le Mans farão parte da Taça Intercontinental, como era o desejo dos construtores. Assim teremos as 12 Horas de Sebring em Março, os 1000Km de Spa em Maio e em Junho as 24 Horas de Le Mans. Depois de dois meses de paragem, a Taça regressa com os 1000Km de Silverstone, em Setembro, Petit Le Mans (1000 milhas) no começo de Outubro e um final na Asia, com os 1000Km de Fuji, em finais de Outubro, e os 1000Km de Zhuhai, em Novembro.
Fonte: Conferência de Imprensa do ACO
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Fiquei desagradàvelmente surpreendido,por não ver incluido no calendário, a prova do AIA.Depois da do ano passado e agora a que irá ser disputada em Julho,não dá para entender a exclusão da nossa prova.Agora ficamos aguardar o porquê do afastamento,daquela que será juntamente com o Rali de Portugal e o WTCC,a prova mais importante disputada entre nós.
Miguel, este calendário é apenas referente à Intercontinental Cup, não abrangendo todas as provas do LMS, que passa a ser (de facto já o é) uma espécie de Europeu. Em principio, por aquilo que o Paulo Pinheiro nos disse na entrevista que lhe fizemos o ano passado, a prova do AIA estará garantida no LMS até 2011.
Ao contrário da generalidade, eu estou céptico.
Esses sistemas “híbridos” para além de eu achar que estão muito longe de ser o futuro automóvel, parecem-me que serão muito caros para os privados. O ACO vergou-se à vontade das restantes marcas, que não queriam diesel, mas queriam também andar a fazer publicidade das suas tecnologias pseudo-ambientais, e eu prevejo um ou dois anos em cheio de marcas, e depois o deserto quando estas abandonarem todas de repente, à semelhança de 1999.
A taça intercontinal pouca expressão terá para inverter isso, pois as marcas todas sabem que a victória em Le Mans é que interessa, e a sua vontade de que a prova esteja incluída na dita taça era apenas uma maneira de eles ate poderem justificar a participação em mais algumas provas em mercados chave.
Com ou sem tecnologias híbridas (ou outras quaisquer), as grandes marcas vão e vêm conforme lhes apetece ou os seus directórios ordenam. São as pequenos construtores e equipas privadas, que de facto vivem exclusivamente das corridas, que permitem que elas existam. Mas esses, infelizmente, raramente têm voto na matéria…
2011…
Será sem dúvida um ano ambíguo e polémico, talvez no que possa vir a acontecer nesse mesmo ano em Le Mans, com algumas equipes e talvez marcas a tentarem explorar as entrelinhas dos novos regulamentos, para poderem uma vez mais vencerem Le Mans antes de MAIS UM PONTO DE VIRAGEM, que nesta prova por diversas vezes já conheceu, mas uma coisa parece certa, 2012 é que será mesmo o ponto de viragem, e de maior clareza no que tem que ser o desporto automóvel, e as viaturas de série do FUTURO….DOA A QUEM DOER!
Apesar de polémico, abençoados Franceses do ACO…sempre muito à frente, de fazer inveja a todos os outros!
…rumo ao FUTURO, aqui vamos nós, só temos que acreditar….VIVA “24h Le Mans”, VIVA ACO!
Comentário bem realista pela grande incógnita que aí virá e de os organizadores estão abertos ao futuro e isso é de louvar. SDS SPORT!
Já começa a fazer-se LUZ, agora venha a Toyota e Porsche e uma classe GT ainda mais variada.
ah!! concordo plenamente com a supressão dos “novos” GT1 são feitos para sprint e não endurance.
VIVA O ENDURANCE!!!
P.S. – este ano a Peugeot está a voar baixinho, Top speed=348 km/h
Excelente notícia!