
Rémy Brouard. IMAGEM: DPPI/Lemans-series.com
Enquanto vamos sendo diariamente brindados com novas cenas e episódios da telenovela FIA/FOTA, com a própria imprensa italiana (ver aqui) a não se coibir de apontar a dedo a pretensa intenção de Luca de Montezemolo de colocar o seu delfim Jean Todt na presidência da FIA como estando na base do braço de ferro entre o dirigente italiano e Max Mosley - ou, de forma mais institucional, entre a FOTA e a FIA - o ACO começa a não conseguir esconder aquilo que bem poderá ser lido como um certo nervosismo ou ansiedade relativamente a uma eventual 'fuga' das equipas de F1 para outras paragens - leia-se, sport-protótipos...
É nesse sentido que julgamos poder ser entendidas as mais recentes palavras de Rémy Brouard, Director Geral do ACO, de que o site Racing-live faz eco: "Quantos mais melhor. Serão bem vindos".
A presença de Montezemolo e Domenicalli em Le Mans não deixou de suscitar muitas interrogações e alguma especulação, óbvia e natural dado o ponto em que se encontram actualmente as discussões concernentes ao futuro da F1. Mas com ou sem Ferrari (ou outro qualquer dos grandes construtores actualmente presentes na F1), o ACO já manifestou a intenção de avançar para um Troféu Mundial de Sport-protótipos, e se falta saber até que ponto a FIA irá permitir que outro campeonato, ainda para mais fora da sua alçada, faça sombra à F1 - lembrando o que aconteceu no passado com o extinto WSC - uma eventual 'fuga' de construtores da F1 para esse campeonato então é que não cairá mesmo nada bem ali para os lado da Place de la Concorde...
Do que não há dúvida, é que no seio do ACO já se começam as esfregar as mãos e os braços abrem-se de para em par para receber os 'foragidos': "Se quiserem apresentar propostas, serão ouvidos", dizia ainda Remy Brouard. Pois, pois...
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Cuidado construtores ! que o ACO tem um conseito de regulamento que faria inveja na Coreia do Norte… a discricionalidade poderia levar a que (e por ex.) um construtor como a ferrari admitisse que o seu motor de f1 é um motor de serie porque irá se utilizado no fiat punto… e assim tivesse uma menor restrição de admissão do ar… Cuidado com esta gente, que confunde o genero humano com o manuel germano !
O motor da Ferrari de F1 é um motor de série…. daquela série.
Oi a todos,
Todos nós estamos mortinhos por campionatos onde a desportividade é o objectivo principal. Helas, não é isso que acontece em quase todas as competições motorizadas, mesmo havendo umas a portarem-se melhor que outras, a ganancia do dinheiro esta sempre presente. A corregir !!!
Outro ponto importante, é a estrategia das federações que se esquecem que os campionatos mundiais englobam todos os continentes e não só a Europa ! A frequente tendencia a favorizar este ou aquele construtor e quaze sempre EUROPEUS, não pode existir.
As regras do jogo têm de ser iguais para todos, embora poderem cada um promover o tipo de motor que lhe interessa como construtor, o que é logico, pois as marcas competem nesse intuito.
O objectivo principal das competições, acho eu, é ver quem é mais rapido em pista e para isso as marcas utilizam o seu ” savoir faire” o melhor possivel pois na realidade a alta competição é a vitrina dos construtores engajados, ou estou errado ?
Então porque razão, quando um certo carro é mais rapido que os outros, lhes colocam ” um saco de batatas” para que a competividade seja equiparada entre todos ? Será favorecer aquelas marcas menos competitivas para as tentar igualar ás melhores, ou estou de novo enganado ?
Ou será antes para nos tapar olhos, quando vemos uma corrida com eles mais ou menos agarradinhos uns aos outros e na realidade é só para sentirmos uma competividade que não existe. Os espectadores tambem têm a sua parte de culpas pois confundem o tipo de espectaculo a que pagaram para assistir.
Para mim, o verdadeiro espectaculo é justamente aquele que mostra tudo como é e mesmo se tiver um ou dois este ano lá na frente sozinho, é isso que vai motivar os outros, para no ano seguinte tentar agarrar os da frente, ao contrario do que se passa em certos campionato, pondo lastro nos mais rapidos para que os mais lentos se aproximem da luta. Ridiculo!
Outra coisa importante para a promoção dos campionatos era subretudo evitar que esses capionatos fossem transmitidos por canais PAGOS, pois limitam o numero de espectadores, com a agravante em Portugal que o dito canal em questão é um canal que funciona a 95% com futebol. Ora geralmente, quem gosta de desporto motorizado não é muito adepto de futbois, e ser obrigado a assinar por um canal para o ligar uma vez em quando ao fim de semana, é uma aberração que só acontece em Portugal !
A meu conhecimento, na Europa ( a verdadeira), quem transmite é a Eurosport e canais nacionais de cada país, NÃO PAGOS, bien sure!!!
Bem haja a todos !!!
Ora aí está um bom ponto de vista, que vem, julgo eu, e de certo modo, ao encontro do que eu já disse por aí: a equivalência é um mito, e ou é artificialmente imposta, como os exemplos que referes, ou então só é possível em troféus monomarca. De outra forma, vai sempre haver alguém que descobre o ‘ovo de colombo’ do momento e lá regressa a discussão ao princípio, com todos os outros que não tem o ‘ovo’ a queixarem-se e a exigirem novos regulamentos…
Quanto aos canis pagos, bom… todos nós queremos as coisas de borla, mas o que é certo é que alguém tem de pagar o espectáculo… não sei como descalçar essa bota (mas voltaremos ao assunto com uns artigos que estamos a preparar).
Os construtores da F1 só vão para campeonatos onde possam controlar tudo inclusive as ultrapassagens.
Adoraria ver a Porsche, Ferrari, Mercedes, Honda, BMW e tudo mais reunidas outra vez num Campeonato Mundial de Marcas mas hoje em dia é tudo muito orientado para o comercial e para o politicamente correcto e isso não é nada bom para o desporto em si.
Sonho com o como é que poderia funcionar mas é só ver o que se está a passar na F1 para cair na real.
abç
P.S.
Tive a reler o chat…………..diverti-me á grande.
Muito obrigado
Os grandes construtores sempre se orientaram pelo marketing. Para eles, a competição, é apenas uma questão de afirmação, de se ‘venderem’. Esses, vão e vêm ao sabor dos seus interesses de cada momento.
A paixão sempre esteve e continua a estar do lado dos ‘garagistas’, no sentido lato do termo, ou seja daqueles para quem as corridas são o seu único modo de vida (Oreca, Pescarolo, WR…) ou são mesmo uma paixão (como é o caso do Lavaggi). Esses, enquanto tiverem dinheiro e força para o ‘esgaravatar’, estarão sempre por aí.
A única chatice do chat foi não caber mais gente de cada vez. Mas foi muito fixe e ajudou imenso a passar o tempo.