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United Sportscar Championship

A saída de Scott Elkins e outras novidades do USCC antes de Daytona

por Andrew Remedios, 20 de Janeiro de 2015 Sem Comentários

© IMSA

Em vésperas das 24 horas de Daytona, a IMSA anunciou as últimas alterações aos regulamentos desportivos e ao ajuste de performance (AoP), bem como uma grande mudança na estrutura organizativa com a saída de Scot Elkins, e a entrada de Geoff Carter, e a criação de um novo comité técnico.

NOVA ESTRUTURA TÉCNICA

Desde o arranque do USCC, em finais de 2013, que um dos pontos mais importantes e críticos tendo sido encontrar o equilíbrio entre os Daytona Prototypes e os LMP2, e essa tarefa coube principalmente a Scot Elkins, director técnico do ALMS até então (entrou no American Le Mans Series em 2008). Foi uma tarefa complicada e ao mesmo tempo inglória. Todos sabiam da dificuldade em igualar dois conceitos tão díspares, mas quando corria mal (e correu mal algumas vezes ao longo da primeira temporada do USCC) todos caíam em cima de Elkins. Verdade seja dita: quando a temporada chegou ao fim, apesar de ainda alguma predominância por parte dos DP, os P2 conseguiam ser equivalentes ou mesmo superiores em alguns circuitos, e os resultados do Roar before the 24 da passada semana são um reflexo de que Elkins conseguiu, ao fim de um ano de experimentação, uma fórmula quase equilibrada. Mas talvez por desgaste ou por necessidade de novos desafios, Elkins decidiu afastar-se do seu posto de Director para as Regulamentações Técnicas, passando a gerir o seu próprio gabinete de consultoria, q ao mesmo tempo que começa uma nova etapa nas categoria juniores do IndyCar Series como Director de Corrida no Mazda Road to Indy Pro Mazda e no USF2000.

Para o substituir, a IMSA contratou Geoff Carter e criou um novo Comité Técnico. Talvez um reflexo do papel fundamental que Elkins desempenhava quase sozinho. Carter assume as funções de Manager de Competição, reportando a Simon Hodgsson, Director de Operações Competitivas, outra contratação do final de 2014. Carter será o membro sénior do novo comité técnico que terá a responsabilidade de gerir todos os aspectos técnicos das competições da IMSA. Dele farão parte, para além de Carter, o Director Técnico IMSA, Scott Raymond, o Gerente Técnico Sénior USCC, Charlie Cook, o seu homólogo do Continental Tire Challenge, Jeff Mishtawy e alguns membros da equipa de gestão sénior da IMSA. O grupo técnico que incluía a equipa técnica da IMSA e representantes das marcas continua.

Carter foi director de competição de SCCA Pirelli World Challenge durante três anos até meados de 2014, uma competição para GTs (e ainda Carros de Turismo, à la WTCC), ao estilo do FIA GT Series ou International GT Open ou WTCC. Durante o seu tempo em World Challenge, Carter era responsável pelo equilíbrio e regulamentação dos carros de mais de doze marcas diferentes, muitos deles competidores no USCC, e foi reconhecido pelo resultado positivo desse trabalho demonstrado no facto de alguns antigos competidores do ALMS, Grand-Am e USCC, como a Dyson Racing, a TRG, a Flying Lizards e a Turner Motorsport, terem desertado para o World Challenge nos últimos anos. Antes da experiência no PWC, Carter foi chefe de equipa de Pickett Racing no tempo do Porsche RS Spyder e ainda no Indy Car e no Champ Car.

ALTERAÇÕES AOS REGULAMENTOS DESPORTIVOS

Algumas modificações foram entretanto incluídas nos regulamentos desportivos logo após o 'Rugido'. Como referimos anteriormente, este ano, o piloto que qualifica o carro é obrigado a iniciar a corrida. A novidade apresentada agora diz respeito à penalização em caso de alteração do piloto, que será uma paragem de 30 segundos nas boxes.

Outra alteração diz respeito aos tempos mínimos de condução para as quatro corridas de 2 horas e 45 minutos da segunda metade da temporada (Mosport, Road America, Virginia e CoTA). Em Protótipos e GTLM, o tempo mínimo passa de 60 minutos para 40 minutos. Recorde-se que o mínimo de tempo de condução para as 24 horas de Daytona é de 4 horas e 30 minutos. O tempo máximo é de 14 horas e nenhum piloto poderá conduzir mais de 4 horas num período de 6 horas. Esta última regra aplica-se às 4 provas do North American Endurance Cup (NAEC), alterando-se apenas o tempo máximo: 8 horas em Sebring (mínimo de 3 horas), 240 minutos em Watkins Glen (mínimo de hora e meia) e 7 horas em Petit Le Mans (mínimo de 2 horas e meia).

Antes do início da prova, nenhum carro poderá entrar nas boxes salvo por urgência. Finalmente, outras das alterações mais relevantes foi a referente ao equipamento de reabastecimento: em caso de conflitos de regulamentação entre ACO/FIA e IMSA, prevalece a regulamentação IMSA. Esta regra terá impactos em dois inscritos na GTLM, Aston Martin e AF Corse.

AJUSTE DE PERFORMANCE FINALIZADO

A uma semana do início das hostilidades, a IMSA apresentou as últimas modificações ao AoP (Ajuste de Performance) com uma nota bastante séria: os níveis de desempenho exibidos no Rugido definirão os níveis de desempenho esperados nas 24 horas de Daytona. Qualquer desempenho que ultrapasse o nível esperado será penalizado devidamente durante ou após a corrida. É um aviso bem forte para os ‘sandbaggers’, com o intuito de tentar eliminar essa estratégia, que já por si cria dificuldades para os técnicos quando o tipo de carros é igual, e que se multiplica quando falamos de tecnologias tão díspares como DP e P2, e entre cada categoria.

Com base nesse lema, foram introduzidos poucos ajustes. Entre os protótipos, destaque para o facto do Ligier JS P2 Judd da Krohn Racing perder 40 kg (para 900) enquanto o Ligier Honda de Michael Shank se mantém nos 940kg, tal como os HPD ARX-04b de ESM. Aumentos de capacidade de depósito foram dados aos Corvette, Riley Ford, HPD e Ligier. Finalmente, os Mazda SkyActiv-D viram o seu restritor de reabastecimento aumentado ligeiramente e o restritor de ar foi confirmado.

Na GTLM apenas duas alterações foram introduzidas. Em primeiro lugar a capacidade de depósito foi também aumentada para Aston Martin, BMW, Corvette e Ferrari. Em segundo lugar, o restritor de reabastecimento foi aumentado para os BMW e diminuído para os Corvette.