Entrevista / LMS
A Aston Martin em Paul Ricard: Fernández, Mücke e Primat em discurso directo
Talvez ainda à procura do melhor acerto, o Aston Martin #009 não foi além do 4º melhor tempo combinado nas duas primeiras sessões de treinos livres, disputas ontem, a contar para as 8 Horas de Le Castellet.
Ao volante, o mesmo trio que acompanhou os dois Peugeot oficiais no pódio de Sebring - o suíço Harold Primat, que em 2009 esteve ao volante deste mesmo carro, o alemão Stefan Mücke, que fez parte da tripla campeã em 2009 com o carro #007, e o novo recruta da equipa inglesa, o mexicano Adrian Fernández - procura em Paul Ricard repetir o feito e deixa-nos aqui algumas declarações em jeito de antevisão.
Adrian Fernández (MX)
P: Em Sebring conseguiram um excelente lugar no pódio. Que confiança é que esse resultado te dá para as 8 Horas de Le Castellet?
AF: Foi obviamente um e fantástico arranque de temporada, mas Le Castellet é um circuito bem diferente de Sebring, assim como também é um circuito completamente novo para mim, por isso vamos ver como as coisas correm. Também vamos ter uma oposição muito forte, por isso não vai ser nada fácil. Mas estou ansioso pela corrida, e penso que o resultado de Sebring constitui um importante estímulo para todos nós.
P: Sebring é um circuito já antigo e muito irregular desenhado num antigo aeródromo, enquanto Le Castellet está no topo do design de circuitos.Isso faz de Le Castellet um circuito onde a condução é mais fácil?
AF: Sim, de certa forma é mais fácil, mas para mim, pessoalmente, é também uma experiência nova, pois estou mais habituado aos circuitos americanos. O que mais tem custado a habituar é è à visibilidade dentro de um carro com cockpit fechado, pois num protótipo aberto é mais fácil seguir as linhas de trajectória, em particular nas traiçoeiras curvas com duplo apex. Mas o importante é que esta corrida é certamente uma boa preparação para Le Mans.
P: De que forma foi útil teres testado em Le Castellet o mês passado?
AF: Bastante útil, uma vez que eu mal conhecia o circuito. Também é um circuito de que a equipa tem bastante informação, o que é crucial quando chega a altura de encontrar o melhor acerto. Penso que as condições atmosféricas deverão ser diferentes do que foram quando aqui estivemos em testes, pelo que essa será outra variável interessante. Vai ser uma questão de fazer uso de cada bocadinho dessas experiências passadas.
P: Até agora, este ano, o que é que tu aprendeste de mais importante acerca da Aston Martin?
AF: Aprendi a paixão que esta equipa sente pelas corridas de automóveis, e tem-me impressionado a experiência de todos, sob a liderança do George [Howard-Chappell]. O pessoal da Aston Martin são verdadeiros "racers": e eu adoro isso!
Stefan Mücke (DE)
P: Já correste em Le Castllet várias vezes: é um dos circuito que melhor conheces?
SM: Não diria que conheço melhor, mas de facto conheço-o bastante bem. O que é interessante é que nunca fiz uma corrida neste circuito, embora já aqui tenha testado muitas vezes. Mas uma corrida é completamente diferente, quer em termos dinâmicos quer em termos pr+práticos. para além de que há muitos mais carros em pista. É o tipo de circuito que se adequa muito bem aos LMP1, por isso estou ansioso pela corrida.
P: Nesta corrida vais enfrentar fortes rivais: qual vai ser a estratégia?
SM: Vai ser incrivelmente duro, em particular por causa dos diesel, como vimos em Sebring. Mas é uma corrida de oito horas e muita coisa pode acontecer nesse espaço de tempo. Do nosso ponto de vista, vai ser simplesmente uma questão de fazermos o nosso melhor, pois temos boa potência e bom apoio aerodinâmico. O que os outros poderão fazer já não está nas nossas mãos.
P: Até que ponto esta corrida é importante na preparação para le Mans?
SM: Todo o tempo que possamos despender com o carro é importante, mas do ponto de vista da preparação para Le Mans, Paul Ricard é muito mais similar a Le Mans que Sebring. Paul Ricard é um circuito muito mais suave que Sebring, com uma maior variedade de curvas e uma recta longa: nesse aspecto, é muito semelhante a Le Mans, sendo por isso um exercício muito útil.
P: Até agora, este ano, o que é que tu aprendeste de mais importante acerca da Aston Martin?
SM: Eu diria que é mais aquilo de que me lembrei do que aquilo que aprendi, porque de cada vez que me sento no carro não paro de me deliciar com o som do motor. Já me tinha esquecido do quão bom é esse som, e que é uma das coisas que faz da condução do Aston Martin um prazer.
Harold Primat (CH)
P: Depois daquela corrida de Sebring, achas que Le Castellet vai ser mais fácil ou mais difícil?
HP: Eu acho que vai ser igualmente difícil, mas por razões diversas. Dificilmente seremos mais competitivos do que fomos em Sebring, mas o pódio continua a ser o objectivo. Para além dos dois diesel, teremos ainda de enfrentar o outro Aston Martin bem como alguns outros carros novos, que deverão apresentar bom ritmo. Ficamos muito satisfeitos com o resultado de Sebring e espero que o possamos repetir aqui em França.
P: Qual é a parte favorita do circuito de Le Castellet?
HP: O circuito tem um pouco de tudo, mas pessoalmente prefiro as zonas mais rápidas. Quando sais da recta Mistral para a curva de Signes, em sexta velocidade, é uma sensação incrível de tirar a respiração. Claro, que tem tudo a ver com a confiança que se tem no carro: o compromisso com o carro tem de ser total para poderes extrair tudo dele.
P: Quais efeitos sentes no carro dos novos desenvolvimentos introduzidos para 2010?
HP: Não assim nada de significativamente diferente relativamente ao carro do ano passado; as principais alterações virão apenas com o novo regulamento para 2011. O que temos é basicamente o carro de 2009 com pequenas actualizações. Em Paul Ricard iremos usar o carro com injecção directa, o que nos deve dar um pouco mais de performance e ajudar a poupar no combustível.
P: Até agora, este ano, o que é que tu aprendeste de mais importante acerca da Aston Martin?
HP: Há três semanas atrás tive oportunidade de visitar a fábrica, em Gaydon, pela primeira vez, e o que aprendi é que a atenção que vejo dar a cada detalhe dos carro de corridas é a mesma que é dada aos carros de estrada. Olhando bem em volta para aquelas instalações, é difícil imaginar o que é ainda se poderia melhorar - e é tudo feito com bastante bom gosto. Foi uma experiência fantástica.
Fonte: Comunicado de imprensa da Aston Martin Racing
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