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ELMS / 4H Estoril: Rescaldo

4 Horas do Estoril ELMS: Um balanço — A opinião dos fãs, Parte 3 e ùltima

por André Pedroso, 13 de Novembro de 2014 Sem Comentários

© ELMS

E chegamos ao fim da nossa série de artigos de opinião relativos às 4 Horas do Estoril, a etapa portuguesa do ELMS que encerrou a sua temporada 2014. Depois do artigo do Le Mans Portugal nas palavras de Pedro Correia, seguiram-se três textos, de três dos fãs que marcaram presença no Estoril por via do bilhete oferecido pelo Le Mans Portugal. Depois do texto de António Santos e Filipe Anatázio, a série termina com André Pedroso, a quem desde já agradecemos a disponibilidade por nos deixar as seguintes palavras.

Sábado, 18 de Outubro – Treinos Livres

Mal ciente das horas a que começavam os treinos, chego à zona do Beloura shopping já ouvia ao longe os bólides a fazerem um barulho ensurdecedor (que para mim era quase como música) enquanto tentava me livrar do trânsito que se fazia sentir em direcção ao autódromo. Cheguei lá e agora… Lugar para carro??? Simples, perto dos marshalls da primeira curva logo a seguir a recta, logo a seguir toca a ir para o autódromo. Fui à zona de acreditação onde uma moça muito simpática me deu a pulseira de acesso ao padock, (que mais se pode chamar de HEAVEN para nós amantes da modalidade) e tive a oportunidade de ver mesmo de pertinho (e cheirar) o que já há muito ansiava: pit-stops, boxes, pneus de competição a cheirar a borracha queimada, o cheiro a combustível queimado a pairar no ar, etc… uma sensação que não se consegue explicar e apenas quem tem mesmo o bichinho pelo desporto motorizado sabe do que falo.

Ainda pude estar à conversa neste dia com o Rafael Lobato, o piloto que ganhou o CNV, ver de perto e até sentar no seu bólide.

E até ao final do dia foi acabar de ver os treinos livres.

Domingo, 19 de Outubro

Hoje sim já não podia falhar com o horário, até porque o nosso piloto português, Filipe Albuquerque, estava a 4 horas de se sagrar campeão do ELMS e era imperatório ver do inicio até ao fim o espectáculo. Tive a grande oportunidade de conhecer pessoalmente o Miguel Faísca; já vinha desde à uns tempos tornando se um sonho para mim porque sou um grande fã da GT Academy e considero o Miguel como um orgulho nacional em ter elevado a bandeira nacional ao mais alto nível do pódio da academia onde ele ganhou faz já um ano.

Agora corrida em si: uma loucura! É verdade que vista da televisão tem se melhor visão sobre o que está a acontecer em pista mas não se compara quando podemos ouvir aquele barulhão todo vindo dos bólides e ver Filipe Albuquerque a partir da primeira posição (ganha com o tempo de qualificação de 1:29.497!) e a deixar cada vez mais para trás os oponentes directos da Alpine, excelente começo agressivo do piloto português, que para mim, tal como o Miguel foram os melhores pilotos em pista por grandes razões: o Filipe nunca saiu fora de pista, teve um começo extremamente agressivo e forte e entregou o carro ao Simon com coisa de 10/15 segundos de avanço em relação aos da Alpine; quanto ao Miguel, apesar de ser a sua estreia mas manteve-se também sempre dentro de pista, chegou a uma certa altura que a sua condução estava num crescendo de velocidade e para um “rookie” na classe fazer 50 voltas no turno acho que é de valorizar e muito!

No final tive pena de o Filipe não ganhar, mas um 2º lugar no ELMS obtido pela Jota Sport foi muito bom, e também pelo Filipe que é outro orgulho nacional da modalidade.

Adorei viver a magia de uma corrida de endurance, a modalidade de qual eu sou grande fã desde os meus 15 anos ao ver as 24h Le Mans 2010 e espero voltar a vivê-la daqui a um ano outra vez no Estoril; adorei poder ter estado à conversa com o Rafael Lobato que me deu uma luzes sobre algumas coisas do desporto motorizado, adorei poder ter falado por breves momentos com o Miguel Faísca e tive pena de não poder ter tirado uma foto com o Filipe… fica para a próxima, mais oportunidades virão!

André Pedroso