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4 Horas do Estoril ELMS: Um balanço — A opinião dos fãs, Parte 1

por António Santos, 10 de Novembro de 2014 Um Comentário

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Continuamos a nossa série de artigos de opinião relativos às 4 Horas do Estoril, a etapa portuguesa do ELMS que encerrou a sua temporada 2014. Depois do artigo do Le Mans Portugal nas palavras de Pedro Correia, mais três novos textos, desta feita de três dos fãs que marcaram presença no Estoril por via do bilhete oferecido pelo Le Mans Portugal. O primeiro é da autoria de António Santos, a quem desde já agradecemos a disponibilidade por nos deixar as palavras que se seguem.

Fui convidado para escrever umas palavras acerca da prova para a qual tive o convite do Le Mans Portugal. Confesso que sou um amante de ralis, com um fraquinho por provas de resistência. Não sou um frequentador assíduo do Autódromo do Estoril, tendo no entanto feito já bastantes visitas a este espaço. F1, Nacional de velocidade, Europeu de Turismo, Mundial de turismos, etc... já ví, no entanto aqui quase de tudo, e na realidade apenas me faltava esta especialidade que tanto me agrada. Foi desta então, e mais que comentar a prova, o que gostei ou o que não gostei preferia tecer algumas considerações mais latas a este desporto que tanto gosto, se assim me permitirem os donos deste site.

Não gosto do autódromo do Estoril como pista. Acho-a uma pista monotona e deveras enfadonha para os espectadores in loco e televisivos. Excepção feita á bancada E, que como se apresentava no passado fim de semana, praticamente vazia se torna um local bastante agradavel para assistir a uma prova. Claro que no caso de uma prova de endurance a varanda sobre as boxes tem um apelo extra. Admito no entanto que em termos de condução o caso muda de figura, e a pista poderá ser bastante exigente, mas infelizmente nunca tive o privilégio de conduzir ou sequer fazer uma volta nela.

Dei comigo assim a pensar como seria esta prova no que eu considero ser o seu ambiente natural, um circuito não permanente. Lembrei-me de um sonho que venho já tendo á muito tempo, desde que soube que existiu um circuito de Monsanto, e que nele inclusive se disputou uma prova de formula 1. Outros tempos eu sei, mas numa época em que o desporto automóvel tem tão pouca assistência ao vivo, e veja-se o caso desta prova que com entradas gratuitas não teve mais público que um jogo de futebol reles. Não seria uma forma de trazer novos públicos á modalidade? O levar estas e outras provas ao centro das cidades teria a capacidade de abrir o espaço publicitário e de marketing para niveis nunca antes atingidos por esta modalidade.

Já tive esta discussão com várias pessoas e apresentam-me o argumento do custo da logistica da prova como obice para a sua realização, mas eu vejo provas por exemplo nos Estados Unidos e outros países em que não existem estruturas de boxe nem outros meios e não é por isso que não se realizam.

Sonho talvez, mimetização da prova de Le Mans que considero como a mais importante do desporto automóvel, mas estas viaturas merecem um espaço mais amplo que um misero autódromo com 4km de perimetro para evoluir e mostrar todo o seu verdadeiro charme.

Posto estas considerações resta-me escrever que o passado fim de semana apenas me aumentou a vontade de fazer uma peregrinação á muito prometida a mim mesmo, numa futura semana de Junho...

António Santos