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1000 Km do Algarve: Quifel ASM não teve a sorte do seu lado
por Vitor Ribeiro, 18 de Julho de 2010 Um Comentário

IMAGEM: vr/lemansportugal.com
A Quifel ASM não teve a sorte do seu lado, nesta 2ª edição dos 1000 Km do Algarve, terceira ronda do Le Mans Series hoje disputada no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, acabando por desistir com uma quebra nos apoios da suspensão esquerda.
Depois de um início promissor, em que o Ginetta Zytek 09S #40 da Quifel ASM se fixou no segundo lugar da classe P2 mas mantendo uma distância bem mais curta do que seria de esperar para o HPD da Strakka, eis que o azar bateu à porta da equipa portuguesa obrigando-a ao abandono e à perda de uma rica oportunidade de vencer perante o seu público.
De facto, Olivier Pla, no seu primeiro turno - e mesmo não dispondo, como chegou a ser aventado, de um novo motor para esta prova - não permitiu que Danny Watts se adiantasse demasiado com o HPD #42 nem se permitisse relaxar na liderança que assumiu, com naturalidade, logo desde a largada. Com o andamento evidenciado durante as duas primeiras horas de prova, parecia evidente que, se nada de extraordinário acontecesse, a ASM bem poderia aspirar a vencer a prova, pois não sendo Jonny Kane mais rápido que Pla nem Leventis capaz de superar Amaral, a curta vantagem que Watts havia alcançado seria passível de ser anulada.
No entanto, nas corridas de automóveis nada pode ser dado como garantido até à bandeirada de xadrez, sobretudo em endurance, e eis que, pouco passava das 2 horas de prova, e já com Miguel Amaral ao volante, o imprevisto acontece fazendo cair sobre a equipa portuguesa um primeiro balde de água fria.
Ao tentar ultrapassar um FLM, que lhe terá deixado menos espaço do que seria desejável, Miguel Amaral não consegue evitar um pequeno pião e uma ligeira saída de pista, embora sem importância. O pior seria depois, quando o piloto português ao tentar regressar à pista passou por cima de um corrector onde terá batido com o fundo do carro, arrancando toda carenagem da roda da frente direita.
Com isto, perderam-se preciosas voltas na boxe e, praticamente, a possibilidade de lutar pela vitória na classe. No entanto, o carro regressaria à pista para tentar terminar a prova e procurar o melhor resultado possível, beneficiando de eventuais problemas entre os seus adversários.
Estava no entanto escrito que este não seria o dia da Quifel ASM, pois cerca de uma hora depois, quando Amaral regressa à boxe para reabastecer e mudar de pneus, reporta um comportamento estranho no carro. O carro é de imediato metido na boxe, para verificação, e em poucos segundos o veredicto está dado: consequência talvez da forma como o chassis bateu no corrector, os apoios da suspensão da frente esquerda cederam pelo que prova estava terminada para o Ginetta Zytek #40!
Ironia do destino, e logo de seguida, o HPD #42 da Strakka pára no interior do circuito para não mais arrancar de volta, perdendo a liderança e uma vitória que, após a desistência da ASM, parecia quase certa, pois quer o Pescarolo Judd #35 da OAK quer o Lola HPD da RML estavam já a distância considerável. Ao desalento do pessoal da ASM juntava-se agora a imensa frustração dos responsáveis da Strakka, que apesar do sucesso em Le Mans acumulam já duas desistências (em três provas disputadas) no LMS e vêm agora a RML, com a vitória de hoje, distanciar-se na liderança do campeonato.
Das restantes incidências da prova, nomeadamente da classe P1, que de qualquer forma não teve grande história, falaremos mais tarde.
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